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Líder da CEI solicita que novo período político priorize cuidado a quem padece e quem chega de longe

D. José Ornelas acolheu os sinais de reconciliação no Médio Oriente e destacou a situação dos cristãos na África, encerrando
Líder da CEI solicita que novo período político priorize cuidado a quem padece e quem «chega de longe»

D. José Ornelas acolheu os sinais de reconciliação no Médio Oriente e destacou a situação dos cristãos na África, encerrando a peregrinação internacional de outubro no Santuário de Fátima.

Fátima, 13 de outubro de 2025 (Ecclesia) – O líder da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) expressou hoje a sua esperança de que o novo ciclo político que se inicia, após as eleições autárquicas deste domingo, foque a atenção em quem enfrenta dificuldades e em quem vem “de longe”.

“Que este novo período que se inicia neste país, com as eleições, possa trazer uma atenção especial àqueles que sofrem, àqueles que vêm de longe e que necessitam de acolhimento,” afirmou D. José Ornelas, ao término da peregrinação internacional do mês de outubro, no Santuário de Fátima.

Em meio a milhares de peregrinos reunidos na Cova da Iria, antes da procissão final que concluiu a celebração em honra da aparição de 13 de outubro de 1917, o bispo de Leiria-Fátima fez um apelo à “fraternidade” nas relações humanas.

“Que a Mãe Maria, que nos torna todos filhos e filhas do Pai Celestial, nos guie e ajude a edificar um mundo melhor,” solicitou.

O presidente da CEP também comentou as “notícias alentadoras” e os sinais de paz que chegam da região de Gaza.

“Temos orado incessantemente, Gaza está em nosso coração. Pedimos à Mãe do Céu que esses sinais continuem e se consolidem para que se alcance uma paz duradoura e justa,” desejou.

O grupo Hamas anunciou nesta segunda-feira os nomes de 20 reféns israelitas que foram liberados na primeira fase do acordo de cessar-fogo estabelecido com Israel, com o objetivo de uma libertação gradual de reféns em troca de tréguas temporárias e ajuda humanitária para Gaza.

D. José Ornelas mencionou que a Terra Santa está “martirizada e devastada”, solicitando “assistência e solidariedade de todos”, além de orações pela paz, que também se estenda à Ucrânia, ao Sudão e a “tantas outras regiões do mundo”.

“Que Maria, nossa Mãe, nos acompanhe e nos conceda a todos um coração de servos, para que possamos servir a paz, a dignidade e um futuro melhor para toda a humanidade.”

O bispo de Leiria-Fátima expressou sua gratidão ao presidente da peregrinação, D. Claudio Dalla Zuanna, arcebispo da Beira (Moçambique), lembrando a guerra em Cabo Delgado.

“É uma Igreja, como muitas outras Igrejas na África, que passa por um processo de renovação, crescimento e verdadeira fé, mas que ainda enfrenta inúmeros desafios em diversos níveis,” comentou D. José Ornelas.

Em seus cumprimentos a vários grupos de peregrinos, em diversas línguas, o presidente da CEP ressaltou a “ternura da Mãe,” desejando que todos atuem como “cuidadores, especialmente para os mais jovens e os que mais necessitam.”

“Que o Senhor esteja conosco, nos conceda Sua paz e nos transforme em construtores da paz pelo mundo,” concluiu.

OC

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