cropped-radiocMadeira-logo-removebg-preview
HomeEconomiaAlteração da Legislação Laboral: Executiva pode prosseguir com alterações sem consenso com entidades sociais.

Alteração da Legislação Laboral: Executiva pode prosseguir com alterações sem consenso com entidades sociais.

O Governo reiniciou, nesta quarta-feira, as discussões com os parceiros sociais sobre a atualização das normas laborais, que incluirá mais
Alteração da Legislação Laboral: Executiva pode prosseguir com alterações sem consenso com entidades sociais.

O Governo reiniciou, nesta quarta-feira, as discussões com os parceiros sociais sobre a atualização das normas laborais, que incluirá mais de 100 artigos do Código do Trabalho em debate. Contudo, segundo o ‘Jornal de Negócios’, as alterações podem seguir adiante mesmo sem um entendimento com as confederações patronais e, pelo menos, uma das centrais sindicais.

A intenção do Governo liderado por Luís Montenegro é flexibilizar a rigidez da legislação e adequá-la a uma economia em transformação digital: conforme a publicação, as propostas mais controversas incluem a possibilidade de não reintegrar empregados após um despedimento considerado ilícito, a simplificação dos processos de despedimento por justa causa, a restrição do tempo de licença para amamentação a dois anos, a ampliação da duração dos contratos temporários e a possibilidade de que os empregadores definam convenções coletivas específicas para seus trabalhadores.

As centrais sindicais, inicialmente, manifestarão sua oposição às propostas do Governo, considerando-as “um retrocesso”: diversas sugestões são avaliadas como inaceitáveis. A CGTP destacou a possível inconstitucionalidade de algumas das reformas, como a permissão para os empregadores se oporem à reintegração de trabalhadores que tenham sido demitidos ilegalmente com a justificativa de que seu retorno seja “extremamente prejudicial e perturbador para o funcionamento da empresa”, além da dispensa da apresentação de evidências e testemunhas em processos disciplinares de despedimentos com justa causa em empresas com até 250 empregados. A UGT sublinhou a postura de “intransigência” do Governo e advertiu sobre a possibilidade de mobilizações nas ruas.

Por outro lado, as confederações de empregadores consideram a atualização da legislação como necessária, mas desejam que estas reformas sejam mais abrangentes – atualmente, segundo Armindo Monteiro, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), não existem “linhas vermelhas” estabelecidas pelos patrões.

O Governo já manifestou sua disposição para dialogar, “com espaço para ajustes em todas as normas”, mas não pretende “adquirir consensos”, afirmou a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, que também alertou o PS para não “estabelecer limites intransponíveis”, sugerindo que o Governo poderia encontrar apoio com o Chega no Parlamento – o partido de André Ventura possui reservas em relação a algumas propostas, como a eliminação dos dias por luto gestacional e mudanças nas regras de amamentação, mas concorda com a “necessidade de flexibilizar” as leis laborais.

Continue a ler após a publicidade

Últimas postagens

Latest

More
More
Logo (3)

Todas as manchetes e destaques do dia do radiocMadeira.pt, entregues diretamente para você. Change the color of the background to the green indicated previously and make it occupy all the screen widely.

PRINCIPAIS NOTÍCIAS

Latest

More
More

© 2025 radiocmadeira. Todos os direitos reservados

radiocMadeira.pt
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.