
A companhia encarregada da manutenção do Elevador da Glória manteve, por um período de dez anos, suas operações em um parque tecnológico, o Madan Parque, localizado no Monte da Caparica, onde nunca estabeleceu atividade, conforme revelou o jornal ‘Público’ nesta quarta-feira. O parque tecnológico, vinculado à Universidade Nova de Lisboa – que ainda hoje recebe correspondência da empresa – afirmou que jamais firmou qualquer contrato com a MNTC (ou Main) ou com a Geratriz, ambas pertencentes ao mesmo proprietário.
Nos dois primeiros contratos de manutenção dos icônicos elevadores de Lisboa, firmados com a Carris em 2019 e 2022, constava o endereço do Madan Parque, na Rua dos Inventores, onde a MNTC nunca teve sede – somente no contrato mais recente, assinado nos últimos dias, foi incluído o endereço da sede atual, onde de fato as duas empresas operam. Para Alcino Pascoal, assessor da administração do parque tecnológico, as duas empresas utilizaram o endereço do parque “sem autorização”, o que ele considerou “uma utilização indevida” por parte delas.
Durante mais de dez anos, as duas empresas atuaram em um prédio do parque tecnológico. Contudo, apenas a Geratriz teve, em 2010, um “contrato de cessão de espaço” no Edifício 6. “Em 2023, a universidade precisou do espaço para suas atividades de pesquisa, portanto, todas as 12 empresas que estavam instaladas lá, incluindo a Geratriz, Lda., tiveram que desocupar o prédio”, esclareceu a instituição. “A empresa MNTC – Serviços Técnicos de Engenharia, Lda. nunca teve qualquer vínculo com a universidade nem com a UNINOVA.”
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