
Reitor ressalta a relevância da “ternura” em um mundo repleto de conflitos
Fátima, 29 de novembro de 2025 (Ecclesia) – O Santuário de Fátima deu início hoje a um novo ciclo pastoral, dedicado ao período das aparições a Lúcia na Espanha, com o reitor caracterizando o Coração de Maria como uma “linguagem de amor”, onde historiadores e um médico exploraram o simbolismo do órgão vital.
O reitor do Santuário, padre Carlos Cabecinhas, explicou à Agência ECCLESIA que a intenção é apresentar a mensagem de Fátima como uma “linguagem de afeto” e uma “vivência de ternura” que desafia a contemporaneidade.
<p“Durante este biênio, o nosso foco será, acima de tudo, na figura de Maria”, enfatizou o padre Carlos Cabecinhas.
No debate que inaugurou este ano pastoral, o historiador José Eduardo Franco mencionou que a espiritualidade de Fátima e o Coração de Maria se apresentam como uma resposta às “fraturas da modernidade”, que excessivamente priorizaram a razão em detrimento da emoção e da intuição.
Para o pesquisador português, a mensagem de Fátima se mostra como um “grande manifesto pela paz mundial que continua muito relevante nos dias atuais”, onde “os ecos da guerra estão cada vez mais próximos”.
A jornalista Helena Matos destacou a “absoluta improbabilidade” dos eventos de Fátima em um país sem comunicações em 1917, enfatizando o papel de Lúcia, que precisou se “esvanecer” para que a mensagem pudesse se expandir.
“Aqui, a história e a fé se entrelaçam de maneira significativa”, recordou.
O cirurgião cardiotorácico Manuel Antunes ofereceu uma visão científica, reconhecendo que, embora o coração funcione biologicamente como uma bomba, a tradição que o associa como “centro do amor” é simbolicamente válida.
“O coração é esteticamente mais atraente que o cérebro, inclusive em termos de forma”, observou.
“Precisamos considerar que talvez o coração seja, de fato, a origem do amor”, brincou o médico, mencionando que, ao se deparar com algo que entusiasma, “o coração acelera o ritmo”.
A abertura do ano pastoral incluiu a criação da exposição temporária ‘Refúgio e Caminho’, que o padre Carlos Cabecinhas comentou como um meio de “materializar” artística e visualmente o que pode parecer abstrato na teologia.
Neste ano de 2025, inicia-se um ciclo pastoral de quatro anos que culminará na celebração jubilar dos centenários das aparições de Fátima ocorridas após os ciclos da Cova da Iria: as aparições de Pontevedra, em 10 de dezembro de 1925 e 15 de fevereiro de 1926; e de Tuy, em 13 de junho de 1929.
O novo plano pastoral para quatro anos (2025-2029) está dividido em dois biênios, sendo que o primeiro (2025-2027) concentra-se nas aparições de Pontevedra (1925) sob o tema ‘Coração de Maria, caminho para contemplar a Deus’.
Este ciclo pastoral culminará em 2029, no centenário da aparição de Tuy.
HM/OC
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