
O ex-chefe de Estado brasileiro Jair Bolsonaro declarou sua intenção de apoiar seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, como candidato à presidência nas eleições de 2026, de acordo com informações da CNN Brasil divulgadas nesta sexta-feira. A confirmação deste apoio político acontece em um período em que Bolsonaro cumpre uma sentença de 27 anos de prisão por envolvimento em um golpe de estado, suscitando imediatamente reações no cenário político e repercussões econômicas no Brasil.
A decisão foi rapidamente recebida com entusiasmo pelo Partido Liberal (PL), cujo presidente, Valdemar Costa Neto, afirmou ao jornal O Globo que a escolha é irreversível. “Está confirmado. O Flávio me disse que nosso Capitão ratificou sua candidatura. Bolsonaro falou, e isso está decidido. Estamos juntos”, declarou, demonstrando total alinhamento com o ex-presidente.
Fontes anônimas próximas à família Bolsonaro indicaram que o ex-presidente comunicou sua intenção ao filho durante uma visita à sede da Polícia Federal em Brasília, onde se encontra detido. De acordo com essas fontes, a escolha de Flávio Bolsonaro é um elemento chave na reestruturação da estratégia política do chamado “bolsonarismo” para 2026.
Esse movimento ocorre semanas após Michelle Bolsonaro ter deixado a possibilidade de concorrer ao mesmo cargo em aberto. Em outubro, quando questionada pela agência France-Presse, a ex-primeira-dama ressaltou que “qualquer decisão sobre possíveis candidaturas passará por uma discussão aprofundada” com Jair Bolsonaro, acrescentando que a escolha seria “resultado de orações para discernir a missão que Deus pode querer me confiar”. Essa declaração provocou especulações sobre um possível papel importante da ex-primeira-dama na corrida sucessória.
A declaração de que Flávio Bolsonaro entrará na disputa pelo Palácio da Alvorada gerou reações imediatas nos mercados financeiros. Nesta sexta-feira, a moeda brasileira caiu mais de 1,5% em relação ao dólar americano, enquanto o índice Bovespa recuou 1,8%, refletindo a percepção de incerteza associada à sua candidatura.
A resposta dos investidores demonstra o impacto político da família Bolsonaro e o elevado nível de polarização em torno do processo eleitoral de 2026.
Além de Flávio Bolsonaro e da possibilidade, ainda que remota, de Michelle Bolsonaro se candidatar, outras figuras da direita estão surgindo como possíveis adversários do atual presidente, Lula da Silva, que assumiu o cargo em janeiro de 2023.
Entre os nomes mencionados estão Ronaldo Caiado, governador de Goiás; Ratinho Jr., governador do Paraná; Romeu Zema, governador de Minas Gerais; e Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo. A diversidade de candidatos promete fragmentar o campo político conservador, criando um cenário eleitoral complexo e intensamente contestado.
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