
Um representante do ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, nega qualquer conexão com a rede de exploração infantil liderada por Jeffrey Epstein e critica o atual presidente, Donald Trump, por tentar desviar o foco do escândalo.
Entre os aproximadamente 4.000 documentos liberados na última sexta-feira pelo Departamento de Justiça, conforme exigido por lei, diversas fotos revelam Jeffrey Epstein ao lado de celebridades como Michael Jackson e Mick Jagger, bem como do ex-presidente Bill Clinton.
No entanto, algumas identidades foram ocultadas, e trechos significativos de documentos foram censurados, incluindo uma lista de 254 “massagistas” com seus nomes encobertos e 119 páginas de um documento judicial de Nova Iorque, com partes riscadas sem explicação.
Em resposta, Angel Ureña, porta-voz de Bill Clinton, criticou a Casa Branca por ter mantido os documentos em segredo durante meses, liberando-os numa noite de sexta-feira, sugerindo que seu interesse não visava proteger o ex-presidente democrata: “Trata-se de proteger-se do que está por vir ou do que tentam encobrir para sempre”.
— Angel Ureña (@angelurena) 19 de dezembro de 2025
Em uma postagem na plataforma X, Ureña afirmou que as autoridades americanas “podem publicar todas as fotos desfocadas de mais de 20 anos atrás que desejarem”, mas ressaltou que “isso não tem relação com Bill Clinton”.
O porta-voz destacou que “existem dois grupos de pessoas” nesse caso: o primeiro, que não tinha conhecimento de nada e rompeu relações com Epstein antes que seus crimes viessem à tona, e o segundo, que manteve contato com ele após isso: “Nós pertencemos ao primeiro grupo”, afirmou.
“Nenhuma manobra por parte do segundo grupo vai alterar isso. Todos, especialmente aqueles que apoiam o MAGA, esperam respostas, não bode expiatório”, acrescentou, referindo-se ao movimento que apoia Donald Trump, que tinha relações próximas com Epstein.
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, acusou o Departamento de Justiça de violar a legislação ao liberar alguns documentos relacionados ao criminoso sexual condenado.
Schumer argumentou que faltavam arquivos nos documentos divulgados e que muitos dos que foram liberados estavam censurados, com rostos desbotados em fotografias e trechos omitidos, incluindo informações cruciais do grande júri para identificar os autores dos abusos.
Alguns congressistas republicanos também criticaram as ações do Departamento de Justiça, como o representante do Kentucky Thomas Massie, que liderou a aprovação de um projeto de lei em colaboração com o democrata Ro Khanna.
Ambos ressaltaram que a lei que apoiaram foi criada precisamente para evitar a censura por parte do Departamento de Justiça.
No último sábado, foram divulgados mais documentos sobre Jeffrey Epstein, que se suicidou em 2019, incluindo materiais do grande júri relacionados ao seu caso e ao de sua cúmplice, Ghislaine Maxwell.
Entre os novos documentos estão várias apresentações em PowerPoint que os procuradores federais mostraram aos jurados para formalizar as acusações contra Epstein e Maxwell.
Uma apresentação, datada de 18 de junho de 2019, contém várias anotações telefônicas com mensagens manuscritas como “Tenho uma garota para ele” ou “ela tem garotas para o Sr. J.E.”.
Em uma dessas notas, alguém mencionou que Epstein havia recebido uma ligação do atual presidente dos Estados Unidos, embora não haja mais informações sobre a razão da chamada.
Questionado pela imprensa na sexta-feira, Donald Trump se absteve de comentar o caso.
No entanto, sua equipe imediatamente utilizou uma foto que mostrava Bill Clinton (1993-2001), que já tinha laços reconhecidos com Epstein, supostamente relaxando em um ‘jacuzzi’, imagem que foi parcialmente obscurecida com um retângulo preto.
Embora tenha sido amigo de Jeffrey Epstein e circulado nos mesmos círculos, Donald Trump sempre negou ter conhecimento do comportamento criminoso dele e afirma que cortou relações antes de ser investigado.
Durante sua campanha presidencial em 2024, Trump manifestou apoio à divulgação dos arquivos relacionados a Epstein, mas resistiu a fazer isso por um bom tempo, referindo-se ao caso como uma farsa criada pelos democratas.
Ainda assim, o líder republicano eventualmente cedeu à pressão do Congresso e de parte de seus apoiadores, sancionando em novembro uma lei que exige transparência em relação a esse caso por sua administração.
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