A estratégia apresenta riscos. Embora seja verdade que as dúvidas levantadas pelo almirante permanecem sem respostas concretas, na campanha de Mendes acredita-se que essa abordagem é a mais adequada. “Mas responder a quê? Como pode justificar algo que não existe?”, indaga um proeminente membro do partido social-democrata e apoiador do ex-presidente, ponderando se a solução seria renunciar ao sigilo profissional (a respeito das consultorias que Mendes realizou na Abreu Advogados, uma vez que revelou os clientes de sua empresa familiar) ou “passar horas explicando“.
Na campanha do social-democrata, também se destacam os riscos de se envolver nas provocacões do almirante, seu principal oponente. Essa seria, acredita-se, uma mau passo, pois se engajar em justificativas poderia desviar a atenção do verdadeiro foco da sua campanha. “Se ficar sempre respondendo ao mesmo tema, não fala sobre outras questões. E os jornalistas acabam dizendo que só trata de certos casos”, observa uma fonte ao Observador.
Enquanto isso, Mendes, mesmo que indiretamente, tenta criar uma imagem de vítima. Nesta quarta-feira, durante um discurso em Évora, Hugo Soares expressou sua “total desilusão” com Gouveia e Melo — e recebeu um dos aplausos mais entusiásticos da noite ao afirmar: “É degradante observar a maneira como alguns têm conduzido a campanha, não defendendo ideias, mas atirando lama em todos.”
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