
A cerimônia na catedral também foi marcada pelo início de uma iniciativa voltada para ajudar crianças afetadas por conflitos.
Viseu, 12 de janeiro de 2026 (Ecclesia) – Neste domingo, a catedral de Viseu sediou a Cerimônia do Compromisso pela Paz, onde foram dadas oliveiras a 74 paróquias, por meio da catequese, e a 27 agrupamentos escolares, através da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC).
“É nossa missão educar as crianças que nos foram confiadas. Estamos vivendo um momento em que a normalização do ódio parece comum, com guerras não apenas físicas, mas também de palavras, ações e crenças. Como cristãos, temos a responsabilidade de promover a educação para a paz”, disse Abel Dias, diretor do Secretariado Diocesano de Educação Cristã (SDEC).
Com as oliveiras recebidas, cada paróquia e escola iniciará “Jardins da Paz”, um símbolo do compromisso coletivo, conforme relata o Gabinete de Informação da Diocese de Viseu.
A proposta surgiu ao final do ano do Jubileu de 2025, que foi encerrado no nível diocesano no dia 28 de dezembro, e cuja Porta Santa foi fechada em 6 de janeiro.
“Nós, os Peregrinos de Esperança, queremos ser não apenas portadores de esperança, mas também promotores da paz. Homens e mulheres comprometidos com a paz para si mesmos, para suas famílias, suas comunidades e para o mundo”, enfatizou Abel Dias, referindo-se ao tema do Ano Santo.
O bispo de Viseu conduziu a cerimônia, abençoando as oliveiras, um símbolo bíblico e universal de paz e reconciliação, entregando-as aos presentes, acompanhadas de uma vela, que representa a luz que ilumina a Igreja e o mundo.
“Que estas oliveiras cresçam entre vocês e sirvam como um lembrete do compromisso de viver, nutrir e cultivar a paz em todas as situações da vida”, desejou.
D. António Luciano parabenizou as crianças por terem aceito o convite para participar, em um dia que marcou o fechamento do ciclo litúrgico do Natal, com o Batismo do Senhor.
“Em meio ao deserto do nosso mundo, onde o amor, a justiça, a fraternidade e a igualdade são raros, e onde predominam ódio, violência, guerra, injustiça e maldade, convido-os a serem protagonistas da paz, ajudando também aqueles que mais necessitam”, expressou.
Conforme relatado pela Diocese de Viseu, os participantes, já com as oliveiras e as velas acesas, se comprometeram a “cuidar da paz, assim como se cuida de uma árvore: com paciência, lealdade e amor, para que dê frutos em nossas vidas e comunidades”.
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Com o Coro Infanto-juvenil da Paróquia de Abraveses animando o evento, a cerimônia incluiu o lançamento da campanha “Um Futuro Melhor”, destinada a apoiar crianças órfãs vítimas de guerra, acolhidas no orfanato ‘Tout Est Grâce’, localizado na Diocese de Butembo-Beni, na República Democrática do Congo, uma região afetada pelo conflito. Todos estão convidados a contribuir através da compra de lápis, disponíveis nas paróquias, agrupamentos de escolas e na Casa Episcopal; não há um preço fixo e cada um pode contribuir conforme desejar. A iniciativa conta com a colaboração do Padre Claudino Gomes, missionário comboniano associado à Diocese de Viseu, que se encontra na República do Congo. O orfanato foi fundado em 2014, ano em que começaram os massacres, e atualmente abriga 69 crianças, em duas casas alugadas para esse fim, conforme informado pela Diocese de Viseu. O orçamento anual gira em torno de 130 mil euros, e os recursos serão utilizados para garantir uma boa qualidade de vida e educação para as crianças em todas as suas dimensões. “Não basta apenas rezarmos pela paz, precisamos também de ações concretas em prol da paz”, destacou Abel Dias. “A paz, a solidariedade e a esperança são valores que não podemos deixar morrer”, completou. |
LJ/OC
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