
“A importância de ouvir os jovens em suas realidades, sentimentos e aspirações é fundamental” – Pároco de São Tomás de Aquino
Lisboa, 16 de janeiro de 2026 (Ecclesia) – Os jovens do Patriarcado de Lisboa destacaram de forma positiva os ‘Círculos Geração «Rise Up», encontros de escuta e partilha, e solicitam à Igreja diocesana que implemente as conclusões dessa iniciativa, garantindo continuidade na escuta e promovendo a comunhão.
“Se há algo que posso pedir à Igreja, especialmente em Lisboa, é que, além de já ter escutado através dos fóruns, passe à prática. É essencial analisar as propostas apresentadas pelos jovens e colocá-las em ação”, afirmou Rafael Francisco, da Paróquia da Silveira, na Vigararia de Torres Vedras, à Agência ECCLESIA.
O Serviço da Juventude do Patriarcado de Lisboa apresentou os resultados dos Círculos Geração ‘Rise Up’, na sessão intitulada ‘O que dizem os jovens sobre a Igreja e seu percurso?’, realizada na quinta-feira, 15 de janeiro, na igreja de Cristo Rei da Portela.
“Queremos muito ser ouvidos e é ótimo estar aqui hoje, nós que vivemos essa experiência, para podermos continuar a compartilhar e testemunhar, para que isso não se perca com o tempo e possamos manter esse movimento vivo”, destacou Beatriz Fernandes, da Paróquia da Ajuda, na Vigararia III.
A jovem de 19 anos acrescentou que, “sem dúvida”, o mais relevante é que a juventude se faça ouvir, sentindo que “a Igreja está atenta”, independentemente das responsabilidades que cada um possui na paróquia ou no movimento.
“Todo jovem tem o direito de ser ouvido e, principalmente, suas opiniões e desejos em relação à Igreja e à vida da Igreja são realmente significativos para os nossos dias”, enfatizou Beatriz Fernandes.
Guilherme Barata, que lidera o grupo de jovens dos Olivais, da Paróquia Olivais Sul, gostaria que houvesse mais atividades que unissem “todos”, pedindo que “não desanimem” e lembrando a “fantástica” peregrinação ao Jubileu dos Jovens no Vaticano, onde tiveram a oportunidade de conhecer “jovens de outras paróquias, foi um momento incrível de comunhão entre diversos grupos”.
“É fundamental não ficarmos isolados em nossas paróquias e perceber que estamos espalhados por toda a cidade. Então, não desanimem, mesmo que as pessoas não compareçam, continuem a realizar as atividades”, acrescentou Guilherme Barata, da Vigararia Lisboa 2, destacando que os Círculos Geração ‘Rise Up’ conseguiram “expandir as visões além da bolha paroquial”.
Os ‘Círculos Geração Rise Up’ foram criados para “ouvir os jovens e capacitá-los para uma participação ativa na vida da Igreja”, convidando cada paróquia, unidade pastoral, movimento ou capelania a indicar dois jovens representantes para esses encontros, que ocorreram em outubro de 2025.
O jovem Rafael Francisco, de 22 anos, participou da sessão que juntou as Vigararias de Mafra e Torres Vedras, mencionando que a juventude da região oeste da diocese fez “diversas solicitações” e propôs “unir os jovens e convidá-los para a Igreja, para que não apenas assistam ao que acontece, mas também participem e se integrem nas comunidades”.
“A dimensão de ouvir os jovens em suas realidades, sentimentos e desejos, além de trazer coisas novas, é de extrema importância”, ressaltou o pároco de São Tomás de Aquino, e assistente da Vigararia Lisboa V, à Agência ECCLESIA.
O padre Álvaro Cunha, sacerdote Vicentino, possui em sua paróquia vários grupos de jovens que estão envolvidos em um grupo de discussão, então, quando as iniciativas são apresentadas ao pároco “já passaram por um processo de discussão por parte deles”, o que reflete a essência do trabalho dos ‘Círculos Geração Rise Up’.
“As propostas dos jovens de diversos grupos são acolhidas, e eles se tornam protagonistas. Isso é o mais importante. O papel do pároco, assim como toda a pastoral, é baseado nas sugestões deles. Esses círculos também exploraram o que os jovens querem e compartilham, e agora vamos analisar como irão concretizá-las”, declarou o pároco de São Tomás de Aquino.
Rafael Francisco observa que “sempre existem maneiras de atrair os jovens”. Na Paróquia da Silveira, o grupo de jovens participa ativamente de diversas formas, dando catequeses, auxiliando catequistas e no coro, mas existem realidades onde “os jovens podem não se sentir tão incluídos, e a Igreja pode parecer distante, não os incentivando a participar”.
“Nossa paróquia tem a sorte de estar bastante ativa, somos convocados para diversas atividades, estamos muito envolvidos em diferentes eventos, desde festas populares a peregrinações, mas sabemos que isso ainda não é uma realidade em todas as paróquias, ou pelo menos foi assim que eu percebi após o Círculo Geração Rise Up”, disse Guilherme Barata, ressaltando que no Conselho Pastoral Paroquial “cerca de metade são jovens”.
CB
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