
O chefe de Estado de Cabo Verde manifestou, nesta quarta-feira, preocupação com as consequências de “normas restritivas” de mobilidade que afetam a comunidade cabo-verdiana no exterior, enfatizando a necessidade de uma ação cuidadosa e coordenada do governo para salvaguardar os interesses dos cidadãos fora do país.
“A nossa diáspora enfrenta restrições sérias no que toca à mobilidade humana e políticas discriminatórias que se intensificam nos países de acolhimento”, declarou José Maria Neves, na cidade da Praia, durante uma recepção de Ano Novo que contou com a presença do primeiro-ministro.
De acordo com o presidente, a mobilidade é um “elemento essencial” para Cabo Verde, e é imperativo direcionar esforços para garantir que o arquipélago continue a ser “um porto seguro para todos”.
Esse esforço “exige consensos e um diálogo contínuo” entre todas as forças políticas, além de uma vigilância constante das mudanças globais, especialmente em relação a políticas que se tornem mais restritivas e discriminatórias em relação às comunidades expatriadas.
José Maria Neves enfatizou que um pequeno país insular como Cabo Verde pode “perder valor” geoestrategicamente em um mundo onde prevalece a força.
As afirmações do Presidente surgem em um contexto de recentes mudanças nas políticas de mobilidade em diversos países.
Na terça-feira, as autoridades americanas informaram que indivíduos que viajarem com passaporte de Cabo Verde ou Angola para os Estados Unidos, seja a negócios ou turismo (vistos B1/B2), deverão apresentar uma caução de até 15.000 dólares (12.800 euros), a partir de 21 de janeiro.
Com isso, os dois países passam a ser incluídos em uma lista que agora conta com 38 nações, que já tinha a Guiné-Bissau desde 1 de janeiro e São Tomé e Príncipe desde 23 de outubro de 2025.
Os Estados Unidos são um destino importante para a diáspora cabo-verdiana e este ano o arquipélago irá participar de seu primeiro Campeonato Mundial de futebol em território americano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia imposto anteriormente restrições totais de entrada nos EUA para cidadãos de vários países, incluindo Afeganistão, Haiti, Irã, Síria, Sudão e Somália, entre outros.
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