Duas adolescentes foram colocadas em custódia preventiva no contexto de um caso em que foram sentenciadas pela morte de um rapaz em fevereiro de 2024, na localidade de Vila Franca de Xira, conforme a informação divulgada pela PSP nesta quarta-feira.
De acordo com um comunicado do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP (Cometlis), as jovens, ambas de 19 anos, foram detidas na União das Freguesias de Alhandra, São João dos Montes e Calhandriz, através de mandados de detenção e transferência para um estabelecimento prisional, emitidos pelas autoridades judiciais.
As jovens estão sendo acusadas de homicídio qualificado, furto qualificado e posse ilegal de arma, na sequência do ataque a um jovem em Alverca do Ribatejo, e foram sentenciadas em julho passado a 20 anos de prisão cada uma.
Nessa ocasião, o Ministério Público solicitou o agravamento das condições de liberdade das duas acusadas, que estavam em liberdade até que a decisão transitasse em julgado, o que ocorreu agora. Os outros dois co-autores já estavam em prisão preventiva.
A vítima, de 19 anos, foi atraída para um encontro com a ex-namorada e acabou cercada e atacada com facadas por um grupo de jovens. O jovem recebeu atendimento de emergência no local, mas foi declarado morto naquele instante.
O caso resultou na condenação, por acórdão do Juízo Central Criminal de Loures, proferido em 7 de julho de 2025, de quatro réus (duas mulheres e dois homens).
Os réus foram sentenciados a penas de prisão variando entre 18 anos e nove meses e 20 anos.
O tribunal reconheceu que os quatro atuaram “em colaboração e coordenação de esforços, recursos e intenções”, seguindo um plano previamente traçado com o intuito de eliminar a vítima.
Foi também determinado que os réus tinham plena consciência de que as agressões realizadas, pela força física empregue, pela sua recorrência, pelo uso de facas de cozinha e pelas áreas vitais atingidas, “eram capazes de resultar em sua morte”, como efetivamente ocorreu.
“Com esta atuação, e no âmbito de um esforço contínuo, a Polícia de Segurança Pública reafirma o cumprimento das decisões judiciais e seu compromisso no combate à criminalidade violenta e grave, assegurando a segurança e tranquilidade da comunidade”, ressaltou hoje o Cometlis.
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