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A Região: D. Manuel Quintas enfatiza a necessidade de entender a influência da IA nas comunidades.

O Bispo diocesano destaca a importância do clero em se interligar com as realidades das comunidades e elogia o “entusiasmo”
<p>A Região: D. Manuel Quintas enfatiza a necessidade de entender a influência da IA nas comunidades.</p>

O Bispo diocesano destaca a importância do clero em se interligar com as realidades das comunidades e elogia o “entusiasmo” dos leigos em relação à dinâmica sinodal

Albufeira, 20 de janeiro de 2026 (Ecclesia) – O Bispo do Algarve declarou hoje que é fundamental que o clero receba formação sobre inteligência artificial (IA), visto que essa tecnologia influencia profundamente a sociedade atual, e os padres devem estar cientes de seu “impacto”.

“É crucial que aqueles que estão próximos às comunidades compreendam como a inteligência artificial está alterando a vida cotidiana”, afirmou D. Manuel Quintas à Agência ECCLESIA, durante as jornadas de atualização do clero do sul, que acontecem em Albufeira.

O líder católico elucidou que a escolha do tema ‘Inteligência Artificial – Novos desafios para uma sociedade pós-cristã’ foi motivada pela necessidade de integrar “um assunto contemporâneo” na formação de padres e diáconos.

Este encontro, promovido pelo Instituto Superior de Teologia de Évora (ISTE), conta com a participação de membros das Dioceses do Algarve, Beja e Évora, e registrou um “crescimento no número de participantes” dessas três dioceses, embora a Diocese de Setúbal tenha optado por um programa independente este ano, permitindo que os clérigos que quisessem participassem de forma livre.

D. Manuel Quintas também traçou um paralelo entre os desafios tecnológicos e a prática da sinodalidade, enfatizando que essa última se manifesta em atitudes de “escuta, acolhimento, integração e acompanhamento”.

“Os leigos ficam maravilhados com essa abordagem de escuta e a oportunidade de expressar suas opiniões sem interrupções”, comentou o bispo, reconhecendo, entretanto, que a Igreja ainda se encontra “no início” desse percurso.

“Ainda temos um longo caminho a percorrer: entender quem cada um é, como vive e como se relaciona com a fé cristã”, sugeriu, apontando que a metodologia sinodal, juntamente com a discussão sobre IA, pode enriquecer a Igreja por meio da “singularidade de cada indivíduo”.

As jornadas, que se estendem até 22 de janeiro no Hotel Alísios, contam com a presença de especialistas como o monsenhor Renzo Pegoraro, presidente da Academia Pontifícia para a Vida (Santa Sé), que discute temas como “IA: a nova Caixa de Pandora?” e os desafios para a divulgação do Evangelho.

O programa também abrange painéis sobre ética cristã, diálogo inter-religioso e evangelização da cultura, com palestrantes como o padre Manuel Barbosa, Alfredo Teixeira, padre Adelino Ascenso, Román Ángel Pardo Manrique, padre Peter Stilwell e padre José Frazão Correia.

OC

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