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Leão XIV solicita ações de atenção e conexão altruísta para enfrentar atmosfera do abandono e apatia

A primeira comunicação do Papa, em celebração do 11 de fevereiro, faz um convite à generosidade que "se junta ao
<p>Leão XIV solicita ações de atenção e conexão «altruísta» para enfrentar «atmosfera do abandono e apatia»</p>

A primeira comunicação do Papa, em celebração do 11 de fevereiro, faz um convite à generosidade que “se junta ao sofrimento do próximo”, integrando a pessoa “como parte do presente”.

Cidade do Vaticano, 20 de janeiro de 2026 (Ecclesia) – O Papa Leão XIV propôs hoje ações de “proximidade e presença”, não como “simples atos de caridade”, mas como “sinais de envolvimento pessoal nas aflições do outro”.

“Estamos cercados pela cultura do passageiro, do imediato, da pressa, assim como pelo desperdício e pela indiferença, que nos impede de nos aproximarmos e pararmos para observar as carências e os sofrimentos ao nosso redor”, lamentou o Papa em sua mensagem para o próximo Dia Mundial do Doente, comemorado em 11 de fevereiro.

Com o tema ‘A compaixão do samaritano: amar assumindo a dor do próximo’, a mensagem convida a “reinventar a beleza da caridade e a dimensão social da compaixão”, chamando a “atenção para os necessitados e aqueles que padecem”, como os enfermos.

Em sua primeira mensagem para o Dia Mundial do Doente, Leão XIV destaca que o amor “não é algo passivo”, mas busca “ir ao encontro do outro”, enfatizando que o “estar próximo” não se baseia na “proximidade física ou social, mas na decisão de amar”.

As reflexões do Papa remetem à parábola do ‘bom samaritano’, onde um desconhecido interrompe seu caminho para socorrer uma pessoa que estava “abandonada e quase sem vida”, cuidando dela com compaixão, levando-a a uma hospedagem e arcando com os custos para seu tratamento.

Não se tratam apenas de gestos de caridade, mas de demonstrações que evidenciam que a participação pessoal nas dores do outro exige a entrega de si mesmo, vai além de atender necessidades, para que nossa vida se torne parte do presente.”

O Papa Leão destaca que desejou interpretar a passagem bíblica do ‘Bom Samaritano’ “à luz da Encíclica ‘Fratelli tutti’”, do Papa Francisco, onde “a compaixão e a misericórdia para com os necessitados não se restringem a um esforço individual, mas se realizam nas relações: com o irmão carente, com aqueles que o asistem e, essencialmente, com Deus, que oferece seu amor”.

“Desejo profundamente que essa dimensão fraterna, ‘samaritana’, inclusiva, ousada, comprometida e solidária, esteja sempre presente em nosso modo de viver cristão, enraizada em nossa união com Deus e na fé em Jesus Cristo”, enfatizou.

A mensagem reconhece que a compaixão “envolve uma emoção intensa que leva à ação”.

É uma sensação que nasce do interior e provoca um comprometimento com o sofrimento do próximo. Nesta parábola, a compaixão se revela como a característica distintiva do amor ativo. Não é teórica ou meramente emocional, mas se concretiza em ações tangíveis: o samaritano se aproxima, cura, assume responsabilidade e cuida.”

Leão XIV ressalta que as ações concretas que expressam compaixão não ocorrem isoladamente, relembrando sua vivência missionária no Peru, onde “muitas pessoas demonstram misericórdia e compaixão à maneira do samaritano e do proprietário da hospedagem”.

“Familiares, vizinhos, profissionais e agentes de pastoração da saúde, entre outros, que param, se aproximam, curam, carregam, acompanham e oferecem o que possuem, conferindo à compaixão uma dimensão social. Essa experiência, que se realiza em um entrelaçamento de relações, vai além do mero comprometimento individual”, destaca.

O Papa afirma que “servir ao próximo é amar a Deus na prática” e convida a atos desinteressados que não busquem retorno.”

“Essa perspectiva também nos ajuda a compreender o verdadeiro significado de amar a si mesmo. Ela nos ensina a não fundamentar a nossa autoestima ou o sentido da nossa dignidade em estereótipos de sucesso, carreira, status ou origem, mas a retomar nossa verdadeira posição diante de Deus e do nosso próximo”, concluiu.

Leão XIV encerra sua mensagem lembrando-se “dos enfermos e suas famílias”, assim como daqueles que cuidam dos que padecem, e quis ressaltar o trabalho dos “profissionais e agentes da pastoral da saúde”.

LS

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