
«Não expresso minhas vontades, mas o que o Espírito revela dentro de mim», enfatizou D. António Moiteiro.
Aveiro, 24 de janeiro de 2026 (Ecclesia) – O bispo de Aveiro conduziu a sessão do Conselho Diocesano de Pastoral, cujo objetivo era acompanhar a formação das comunidades pastorais. A maior parte das paróquias já iniciou os primeiros encontros no dia 16 de janeiro, no seminário.
A Diocese de Aveiro possui 101 paróquias, das quais pelo menos 86 já realizaram dois encontros de reflexão, com a previsão de mais duas reuniões antes das assembleias arciprestais em abril, conforme informado pelo semanário diocesano ‘Correio do Vouga’ na edição mais recente, enviada à Agência ECCLESIA.
O Conselho Diocesano de Pastoral de Aveiro se reuniu para discutir o andamento da formação das comunidades pastorais, no dia 16 de janeiro, no Seminário de Santa Joana Princesa.
Os participantes, em sua maioria leigos, relataram aspectos positivos, como os encontros, que proporcionaram um espaço para diálogo e para que as pessoas se sentissem parte deste processo de união entre paróquias. Também foram mencionadas preocupações, especialmente em relação à linguagem do guia para as reuniões, que reuniram entre 100 e 300 participantes em cada arciprestado.
O bispo de Aveiro enfatizou o desejo de que a união das paróquias seja um processo amplamente participativo e consensual, destacando a importância de utilizar o método de “escuta no Espírito”, que foi adotado pelo Papa Francisco nas assembleias sinodais.
“Não falo o que eu desejo, mas o que o Espírito sussurra a mim. Ao nos dispormos a ouvir, conseguimos abrir novos caminhos”, esclareceu D. António Moiteiro, lembrando que essa abordagem, que inclui momentos de silêncio, consiste em “aprender a ouvir o Espírito Santo”.
Os membros do Conselho Diocesano de Pastoral também destacaram que, em meio aos aspectos positivos, algumas pessoas aproveitaram as reuniões para discutir outros temas relacionados à vida paroquial e à fé cristã. Alguns encontros foram realizados nas casas dos leigos, o que é um sinal positivo do engajamento laical e de novas formas de vivenciar a fé. Além disso, houve conselhos paroquiais que realizaram visitas porta a porta para informar os fiéis.
Por outro lado, algumas paróquias expressaram receio de que a fusão das 101 paróquias em 32 comunidades pastorais pudesse afastá-las da colaboração já existente, especialmente quando compartilhando o mesmo pároco.
O processo de reflexão para a união das paróquias continuará com o terceiro encontro paroquial em janeiro e o quarto encontro em fevereiro, que se concentrarão na pergunta: ‘Quais realidades para a Igreja do amanhã?’, após a partilha dos ‘sonhos para a Igreja do futuro’ nas duas primeiras reuniões.
O semanário diocesano ‘Correio do Vouga’, na edição de 21 de janeiro, recorda que os grupos devem enviar suas respostas para a equipe diocesana coordenadora até 15 de março. No mês seguinte, em abril, ocorrerão os encontros arciprestais, e a assembleia diocesana está marcada para o dia 5 de julho.
O bispo de Aveiro destacou que o presente ano pastoral de 2025/2026 exigirá um esforço redobrado de todos, para que continuem “a refletir e implementar as comunidades pastorais”, conforme a nota pastoral intitulada ‘As Comunidades Pastorais Ao Serviço Da Evangelização’, que visa orientar esse processo de implementação.
No plano pastoral para o triénio (2024-2027), a Diocese de Aveiro visa “criar e desenvolver comunidades pastorais” como resposta aos “desafios e urgências do tempo atual, considerando as solicitações e propostas do povo de Deus”.
CB/OC
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