
De acordo com a artista mencionada no comunicado, a mostra “Venus” surge de um intercâmbio entre sua obra e a de Valentino Garavani, fundamentada em uma percepção compartilhada da beleza como elemento de harmonia e promessa de paz e justiça social, valores que, aos seus olhos, são “cruciais” no atual cenário mundial.
O Museu Picasso Málaga, localizado na Espanha, irá receber, a partir de maio deste ano, uma mostra da artista portuguesa que retratará sua trajetória, incluindo obras que vão desde o final da década de 1990 até criações mais recentes, conforme anunciado pela instituição em dezembro.
Joana Vasconcelos, nascida em 1971, possui uma carreira que se estende por mais de trinta anos, caracterizada pela descontextualização de objetos cotidianos e pela reinterpretação de artesanato tradicional, que adapta aos desafios do século XXI para questionar questões como o papel feminino, a sociedade de consumo e a identidade cultural.
Em 2013, Vasconcelos representou oficialmente Portugal na Bienal de Arte de Veneza, levando um cacilheiro reformado com azulejos para o espaço central da prestigiosa exibição internacional contemporânea.
Ela foi a primeira mulher artista e a criadora mais jovem a expor individualmente no Palácio de Versalhes (França), em uma exposição que quebrou recordes de público e tem apresentado seu trabalho em instituições como o Museu Guggenheim Bilbao (Espanha), o Palácio Pitti e as Galerias Uffizi (Florença, Itália), entre outras.
No ano passado, inaugurou as exposições “Drag Race — A Transgressão do Barroco” no Museu de Artes Decorativas Portuguesas, em Lisboa, “Flamboyant” em Madrid, Espanha, “Flowers of my desire” em Ascona, Suíça, e “Pavillon de Vin” em Brasília.
Em 2024, entre outros projetos, a artista exibirá “O Castelo das Valquírias” na Alemanha, “Valkyrie Liberty” na The Armory Show em Nova Iorque e “O Jardim do Éden” no Museu do Côa, em Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda.
Joana Vasconcelos, primeira vencedora do Prémio Novos Artistas Fundação EDP, em 2000, iniciou suas exposições na década de 1990, tendo seu trabalho ganhado projeção internacional em 2005, quando participou da Bienal de Veneza com a obra “A Noiva”, um lustre monumental realizado com tampões de higiene íntima feminina.
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