
O primeiro-ministro de Israel aceitou a proposta do Presidente dos Estados Unidos para fazer parte do Conselho de Paz, uma entidade destinada a trabalhar na mediação de conflitos globais, informou hoje o gabinete do líder israelense.
“O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aceitou o chamado do Presidente dos EUA, Donald Trump, para se tornar membro do Conselho de Paz”, afirma um comunicado oficial.
Originalmente, o Conselho de Paz foi criado para supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza, que foi severamente afetada por mais de dois anos de confronto entre Israel e o grupo fundamentalista palestiniano Hamas.
No entanto, o rascunho da carta enviada por Trump concede ao grupo amplas atribuições e revela uma proposta e um mandato muito mais abrangentes: ajudar na solução de conflitos armados ao redor do globo.
Netanyahu agora fará parte do corpo que, segundo a descrição da Casa Branca, tem a missão de “oferecer supervisão estratégica, mobilizar recursos internacionais e assegurar prestação de contas enquanto Gaza transita do conflito para a paz e o desenvolvimento”.
Outros chefes de Estado, como os presidentes da Argentina, Javier Milei, do Paraguai, Santiago Peña, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, confirmaram ter recebido um convite de Trump.
Na segunda-feira, o Kremlin anunciou que o Presidente russo, Vladimir Putin, “recebeu, através de canais diplomáticos, a proposta para se juntar ao Conselho de Paz”, conforme relatado pelo porta-voz presidencial, Dmitry Peskov.
Por outro lado, fontes ligadas ao Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmaram que a França decidiu não participar, pois considera que a proposta atual vai além da situação em Gaza e levanta questões “sobre a conformidade com os princípios e a estrutura das Nações Unidas, que não podem ser contestados”.
O Conselho de Paz será liderado por Donald Trump, que formou um comitê executivo composto por pessoas de sua confiança: o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio; o enviado especial para Gaza, Steve Witkoff; seu genro, Jared Kushner; o ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair; o executivo da firma de investimentos Apollo Global Management, Marc Rowan; o conselheiro de segurança Robert Gabriel e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga.
O magnata americano também criou um comitê executivo para Gaza que apoiará o Alto Representante para Gaza, Nikolay Mladenov, da Bulgária, e o comitê de tecnocratas palestinianos que será responsável pelo enclave, denominado Comitê Nacional para a Administração de Gaza.
Esse comitê, que inclui representantes do Catar e da Turquia, gerou protestos do governo de Netanyahu, que acredita que ele conta com pessoas que são coniventes com o movimento islamita Hamas.
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