
Era uma possibilidade que estava no ar, algo que se manifestou de maneira muito intensa em um cenário que poderia ser até benéfico. Após alcançar a glória com a vitória histórica contra a Dinamarca no encerramento da fase inicial do Campeonato Europeu, a Seleção iniciou a fase principal com uma derrota difícil de aceitar frente à Alemanha (agravada por um gol irregular que só foi reconhecido como erro pela EHF posteriormente) e foi completamente dominada pela França. Os franceses, atuais campeões europeus e medalhistas de bronze no último Mundial, com apenas uma derrota em nove partidas, também haviam perdido para a dinamarquesa anfitriã, mas utilizaram isso como motivação para expor as fraquezas do time português em um jogo onde a diferença de oito gols foi, de certa forma, um “mal menor” em comparação com o que ocorreu na primeira metade.
“Estávamos a atacar contra uma França que se portou de maneira diferente do que já vínhamos enfrentando. Agora, eles se prepararam para jogar contra Portugal de um jeito distinto, não entraram acreditando que venceriam facilmente. Essa foi a lição que conseguimos entender. A diferença no placar foi muito dura para o que viemos mostrando neste campeonato. Começamos totalmente desconectados na defesa, várias situações que prevíamos acontecer e não conseguimos solucionar: muitos espaços, trocas tardias, uma série de detalhes. Não ajudamos nossos goleiros o suficiente. Na segunda parte, apresentamos uma imagem completamente distinta. Discutimos algumas alternativas possíveis no intervalo, mas, acima de tudo, falamos sobre o orgulho que temos de nós mesmos”, declarou o treinador Paulo Jorge Pereira após a derrota clara por 46-38.
Acredito que, na primeira metade, após uma série de falhas, perdemos totalmente a confiança em nós mesmos, mas ao longo do jogo conseguimos reaquecer essa confiança. Portugal é o que demonstramos na segunda parte”, destacou o técnico após a segunda derrota no Europeu.
????????????????̃???? ????????????????????????????́????????????. Nas vitórias e nas derrotas.
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A consequência direta desse colapso foi que Portugal já não dependia somente de si para garantir uma das três vagas no grupo I da main round, que permitiriam, no mínimo, a participação na disputa pelo quinto e sexto lugares, visando superar o seu melhor desempenho em Europeus (sexto lugar em 2020). Contudo, tão ou mais crucial do que restaurar a esperança de uma caminhada no campeonato até a última rodada com uma calculadora em mãos para entender o que encerrava a jornada final contra a Espanha na próxima quarta-feira, também estava em jogo a imagem de uma equipe que vem se desenvolvendo no cenário internacional ao longo dos anos e desejava demonstrar que o jogo contra a França foi apenas um “dia ruim”.
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Hoje não guardamos nada.
É dia de acreditar. Até ao último segundo ❤️????????????✖️????????
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“Nossa resiliência e união sempre serão um dos nossos principais ativos dentro do grupo. É evidente que haverá dias em que as coisas não fluirão tão bem quanto contra a França, mas acredito que nossa verdadeira essência sempre estará à mostra e que será mais um dia em que isso se evidenciará”, previu Rui Silva, central e capitão da Seleção, antes do confronto com a Noruega. “É uma equipe de grande qualidade, como a maioria das que enfrentamos, que irá optar por um jogo rápido e intenso, com uma defesa agressiva, provavelmente usando o sistema 7×6, e vamos precisar nos adaptar bem, especialmente na defesa. Precisamos estar mais focados e defender melhor do que fizemos no jogo contra a França. No ataque, também não podemos cometer tantas falhas e permitir que o adversário anote gols fáceis. Será um confronto complicado e intenso, mas estaremos prontos”, acrescentou em declarações aos meios da FPA.
Will Portugal bounce back after their defeat vs France? ????????????#ehfeuro2026 #puregreatness @AndebolPortugal pic.twitter.com/O9YYSlcvyC
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Este era um momento decisivo, onde entre Portugal e Noruega, que também fazia parte com dois pontos após vencer a Espanha, mas perder para França e Alemanha, apenas um conseguiria avançar para a fase final mantendo viva a esperança de alcançar uma das três primeiras posições do grupo I. E embora o histórico da Seleção não fosse favorável nos embates contra os noruegueses, havia dois fatos que trazia esperança aos Heróis do Mar: a vitória no último Europeu de 2024 (37-32) e o sucesso no Mundial do ano passado (31-28). O empate, no entanto, acabou sendo ruim para ambos, deixando Portugal e Noruega ainda mais longe do topo do grupo…
Lutámos até ao fim. Foco no próximo. ????
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A partida começou com um ritmo favorável à Noruega, que conseguiu várias transições rápidas, criando situações de 1×0 com o lateral Patrick Anderson marcando três gols seguidos, além de jogadas ofensivas organizadas que ajudaram August Pedersen a marcar com uma eficácia de 100% contra um Capdeville que não teve muito a fazer. Ainda assim, apesar das dificuldades defensivas, Portugal, que começou com João Gomes e Salvador Salvador na primeira linha em vez dos irmãos Costa, tentava não deixar o placar se distanciar. Perdeu por um, perdeu por dois, chegou a perder por três após um pênalti de Pedersen, ainda antes dos dez minutos iniciais (8-5). O que fazia a diferença? Além de o Noruega demonstrar maior tranquilidade em sua maneira de jogar, tinha também no goleiro Robin Haug uma “muralha” com 33% de eficácia em contraste com a falta de defesas dos goleiros portugueses. Somente as falhas técnicas conseguiram conter os nórdicos, mesmo após a troca de Capdeville por Diogo Valério aos 12 minutos (9-10).
Robin Haug is starting ✊ for Norway! ????????#ehfeuro2026 #puregreatness pic.twitter.com/RrgiigiFfT
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Rui Silva ???? is taking his responsibilities ????????????@AndebolPortugal #puregreatness #ehfeuro2026a pic.twitter.com/0dwkNtCUhH
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A entrada de Gabriel Cavalcanti trouxe novos argumentos à defesa nacional, mas foi o jovem da Seleção quem falhou um contra-ataque que poderia ter gerado o empate. Contudo, a chance surgiu logo em seguida: Luís Frade, o melhor em quadra por Portugal, recuperou uma bola na defesa, lançou Martim Costa, que fez o gol do empate 12-12 (16′). A Noruega ficou mais de cinco minutos sem marcar, com erros e bolas ao poste, mas Portugal não conseguiu aproveitar o “apagão” e continuou a falhar no ataque, já com Torbjörn Bergerud na baliza. Levou-se um tempo considerável até que surgisse a primeira defesa de Diogo Valério, que o fez na jogada seguinte e possibilitou novo empate em 15 a seis minutos do intervalo. Ponto negativo ao final da primeira parte? Portugal estava atrás do placar e teve uma exclusão de dois minutos pela entrada de um oitavo jogador em campo no ataque (18-17). Ponto positivo? Se conseguiram manter-se na disputa, apesar das deficiências dos goleiros e dos erros técnicos quando poderiam ter assumido a liderança, havia um fio de esperança para a segunda parte, com os cinco gols de Luís Frade e o bom desempenho ofensivo de Rui Silva, considerando os 14 gols somados pelos principais jogadores da Noruega, Patrick Anderson (oito com 100% de eficácia) e August Pedersen (seis).
SAVE by Tobias Tobias Grøndahl ‼️????#puregreatness #ehfeuro2026 pic.twitter.com/6MOExGowl4
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Patrick Anderson is having a great EHF EURO ???????????? Do you agree? ????#ehfeuro2026 #puregreatness pic.twitter.com/K9Oirs9lXC
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A tarde não era favorável para os goleiros portugueses, que em várias situações enfrentaram lances de 1×0 com poucas oportunidades. E, logo no início, Valério mostrou o que é o abc do andebol: fez duas defesas (uma delas enquanto Portugal ainda defendia com cinco jogadores), a Seleção conseguiu novamente empatar em 20 mesmo com mais uma falha técnica, Bergerud fez três defesas consecutivas e a Noruega disparou para três gols de vantagem (23-20), Valério apareceu novamente com quatro grandes paradas e Portugal empatou mais uma vez em 24. Mesmo sem Francisco Costa, que nos primeiros cinco jogos do Europeu anotou cerca de 35% dos gols da seleção, sendo o artilheiro da competição com 43 gols, os Heróis do Mar mantinham a Noruega à distância, explorando bem o talento de Luís Frade, que fez o 26-25 (41′).
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Cheeky assist from Salvador Salvador ????????????#ehfeuro2026 #puregreatness pic.twitter.com/tZSKOPJRpc
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Jonas Wille parou o jogo de imediato, e Paulo Jorge Pereira aproveitou para colocar Kiko Costa em quadra nos quinze minutos decisivos. Diogo Valério continuava a se destacar na baliza, chegando a 35% de defesas (dez em 29), Portugal conseguiu na primeira vez ter uma vantagem de três gols ao entrar nos dez minutos finais, superando as dificuldades do time escandinavo no ataque (31-28) antes de um pênalti mal executado por António Areia e um tiro de Francisco Costa que acertou o poste, resultando no 31-31. Apesar das algumas tensões negativas observadas na primeira metade, a Seleção tinha a vitória em mãos, mas falhou dois pênaltis em momentos cruciais e ficou apenas no empate a 35, o que beneficiou apenas Alemanha, França e Dinamarca…
The Olympiacos goalkeeper Diogo Valério ???????? is delivering at the right moment! ????????#ehfeuro2026 #puregreatness @AndebolPortugal pic.twitter.com/1hwwyKhpUM
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2⃣ saves from both sides concluded the game. ????????????????????#ehfeuro2026 #puregreatness @AndebolPortugal pic.twitter.com/5qbu1mEW7G
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A CLOSE GAME till the end! ???????????????????? Norway and Portugal tie in Herning.????
Goal-machine today, Luís Frade is the @grundfos Player of the Match ⭐
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