
O Sindicato dos Funcionários Judiciais tomará medidas legais e apresentará uma queixa à Ordem dos Advogados contra o recente advogado do ex-primeiro-ministro José Sócrates, devido a comentários que considera “difamatórios dirigidos a toda a classe”, conforme informado hoje por essa entidade.
Em uma nota oficial, o sindicato expressa “repúdio veemente” pelas alegações feitas contra os funcionários judiciais — especialmente em relação aos oficiais de justiça — por José Preto, o novo advogado de José Sócrates, no contexto do processo da Operação Marquês.
O foco está nas acusações lançadas por José Preto em um documento submetido no âmbito do processo, onde sugere que os funcionários judiciais teriam sido responsáveis pela divulgação à imprensa da notícia de que ele assumiu a defesa do réu.
“Essas insinuações, claramente infundadas, caluniosas e inadequadas, além de demonstrarem um nervosismo incompreensível por parte do autor, ferem gravemente a reputação, honra e dignidade profissional de toda a classe. Ao insinuar ‘práticas inaceitáveis’, ‘abusos de poder’ e até a possibilidade da existência de funcionários envolvidos em um ‘negócio disfarçado’, José Preto atribui comportamentos falsos e altamente ofensivos aos funcionários judiciais, sem qualquer base na realidade”, destaca.
O sindicato enfatiza que o documento foi registrado na plataforma Citius, onde todos os participantes do processo, incluindo magistrados do Ministério Público e judiciais, 22 réus e vários assistentes, tiveram acesso imediato ao seu conteúdo.
De acordo com o Sindicato dos Funcionários Judiciais, “não faz sentido, nem tem fundamento algum, atribuir aos funcionários judiciais a responsabilidade pela divulgação pública de um ato ao qual tantos tiveram acesso simultaneamente”.
O sindicato sustenta ainda que “as acusações feitas pelo advogado José Preto infringem claramente este dever profissional, sendo, portanto, completamente inaceitáveis”.
“Dada a gravidade das declarações, o sindicato informa que irá formalizar uma queixa junto à Ordem dos Advogados e instaurar participação criminal, por constituição de afirmações difamatórias voltadas a toda a classe”, conclui.
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