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João Nuno Fonseca deu uma entrevista exclusiva ao Bola na Rede. O treinador de 36 anos compartilhou suas vivências na Aspire Academy e comentou como algumas nações têm se organizado para um desenvolvimento sustentável do futebol na região:
«No Oriente Médio, a paixão pelo futebol é intensa. E isso é palpável não apenas no Catar, mas também na Arábia Saudita. Se você for à Arábia Saudita para assistir a uma partida, percebe que o futebol é tema de conversa nos bairros. No Catar, a situação é um pouco diferente, mas a paixão ainda existe. Assim, surgiu a necessidade de entender que, para se atingir um campeonato mundial, é preciso contar com uma seleção minimamente competitiva. Esse planejamento começou cerca de 15 anos antes da minha chegada, por volta do ano 2000, 2002, quando a Aspire Academy foi criada com o objetivo de, eventualmente, sediar um campeonato mundial no país. Mas, para alcançar esse feito, era fundamental ter uma seleção capaz de representar o país de forma digna. Para ser competitivo, é necessário estabelecer bases sólidas e uma estrutura robusta, que inclui scouting, análise, desempenho e treinamento, tudo planejado com antecedência. No momento, está claro que eles buscam ser competitivos, aspirando a competir não apenas na Ásia, mas globalmente com suas equipes locais».
Em seguida, João Nuno Fonseca apresentou um exemplo claro que evidencia a diferença que um planejamento eficaz e bem estruturado pode fazer:
«Cito o Ulsan, onde atuei, é um time que atualmente não consegue competir com o Al Hilal na Liga dos Campeões da Ásia. Isso era uma discussão que tínhamos internamente, pois o investimento em tais equipes e estruturas, além da forma como estão organizados mentalmente, é drasticamente diferente de uma equipe na Coreia do Sul. Tudo isso influencia a percepção do futebol nesse país. Creio que, se você tiver uma estrutura de desempenho otimizada, estará mais próximo de vencer frequentemente. Uma estrutura adequada envolve scouting, desempenho, análise e recuperação… Todos esses aspectos que abrangem o ciclo de treino-jogo-recuperação impactam diretamente na performance. Você pode ganhar alguns jogos consecutivos, mas não conseguirá vencer como o Al Hilal de Jorge Jesus fez. Portanto, esse é um processo que começou com vencer o campeonato e evoluiu para triunfar na Liga dos Campeões da Ásia. Essa trajetória permitiu aumentar a competitividade, e eles continuarão a melhorar».
«Não tenho nenhuma dúvida de que a seleção da Arábia Saudita, no Mundial de 2034, será muito mais competitiva do que a que vimos enfrentar a Argentina no Mundial do Catar, que já era uma equipe competitiva. No entanto, é preciso que os jogadores sauditas tenham espaço na Liga Saudita, o que, na verdade, tem diminuído. O protagonismo dos jogadores sauditas na liga tem se deslocado. Acredito que a federação esteja mudando sua perspectiva para garantir que permaneçam competitivos e capazes».
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