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Airbus reconhece significativas complicações e atrasos na aviação.

O CEO da Airbus, Guillaume Faury, admitiu “sérias complicações logísticas e atrasos” no tráfego aéreo em virtude do alerta emitido
Airbus reconhece “significativas complicações e atrasos” na aviação.

O CEO da Airbus, Guillaume Faury, admitiu “sérias complicações logísticas e atrasos” no tráfego aéreo em virtude do alerta emitido na última sexta-feira sobre os aviões da série A320.

“No que tange à implementação de ajustes corretivos em algumas das aeronaves A320, estamos enfrentando desafios logísticos e consideráveis atrasos. Quero expressar minhas profundas desculpas aos nossos clientes e passageiros impactados. A segurança permanece nossa prioridade máxima”, declarou Faury em uma mensagem nas redes sociais.

O líder da Airbus assegurou que as equipes da empresa estão “trabalhando incessantemente para apoiar os operadores e realizar as atualizações o mais rapidamente possível, a fim de retomar as operações normais, mantendo o padrão de segurança esperado da Airbus”.

O problema foi identificado após uma falha nos sistemas de controle em um voo da companhia americana JetBlue, que estava a caminho de Newark, Nova Jersey, a partir de Cancún, no dia 30 de outubro. O evento resultou em uma queda abrupta de altitude, levando os pilotos a efetuar uma aterrissagem de emergência em Tampa, na Flórida.

Especialistas analisaram que a situação ocorreu devido à intensa exposição dos sistemas à radiação solar, em um nível que não havia sido previamente testado, levando a Airbus a implementar as alterações necessárias.

Mais de 6.000 aeronaves, cerca de metade da frota A320 — o modelo de maior sucesso na história da aviação comercial — foram impactadas por este problema. Contudo, a maior parte delas exigia apenas uma atualização de software para garantir os padrões de segurança.

Inicialmente, a Airbus havia sinalizado que 1.000 aeronaves precisariam de uma manutenção mais extensa, o que poderia mantê-las paradas por várias semanas. Entretanto, o ministro dos Transportes francês, Philippe Tabarot, informou que, na verdade, a intervenção afetaria apenas uma centena.

Como resultado, centenas de voos foram cancelados na sexta-feira, embora a maioria das companhias aéreas tenha conseguido acomodar os passageiros em outros voos, minimizando o impacto geral.

As consequências da intervenção trouxeram alguns cancelamentos e atrasos na Europa, mas o efeito foi mais acentuado na Ásia e na América, conforme relatado pelas diferentes companhias.

A maioria indicou que rapidamente seguiu com as atualizações de software sugeridas pela Airbus.

Na França, a Air France cancelou 35 voos na sexta-feira e planeja cancelar mais 20 hoje, porém garantiu que nenhum passageiro ficará sem se deslocar até seu destino ao longo do dia, quando se espera que a situação se normalize.

A Lufthansa, da Alemanha, também atualizou os sistemas de suas aeronaves durante a noite e não prevê cancelamentos, embora atrasos não sejam descartados.

As companhias TAP, EasyJet, Brussels Airlines e Swiss, além da Iberia, da Espanha, relataram um impacto limitado e não cancelaram voos, com equipes trabalhando arduamente durante a noite para realizar as atualizações necessárias.

Fora da Europa, os efeitos foram mais pronunciados. A companhia japonesa ANA cancelou 65 voos, enquanto a australiana JetStar suspendeu cerca de 100. As filipinas PAL e Cebu Pacific cancelaram 80 voos, e a mexicana Volaris também anunciou cancelamentos e atrasos até domingo, sem especificar números.

A Avianca, uma companhia colombiana com forte presença em diversos países da América Latina, afirmou que 70% de sua frota precisaria passar por operações de atualização, resultando em “perturbações significativas” nos seus voos, mas sem fornecer mais detalhes.

As equipes das companhias aéreas estão se esforçando nos Estados Unidos para evitar que as operações sejam afetadas, especialmente em um fim de semana complicado como o do Dia de Ação de Graças, que costuma ter um alto volume de voos.

O Airbus A320, que começou a operar em 1988, é a aeronave com maior número de vendas no mundo. Em setembro, a Airbus superou a Boeing no que diz respeito ao 737, cuja primeira unidade foi entregue em 1968.

No final de setembro, a Airbus havia entregue 12.257 aeronaves A320 (incluindo versões de classe executiva), em comparação com 12.254 do modelo 737 da Boeing.

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