
O postulante à presidência, Gouveia e Melo, fez referência hoje à trajetória política do ex-primeiro-ministro social-democrata Francisco Sá Carneiro, ressaltando suas inquietações sociais em contraste com a ideologia neoliberal, e criticou aqueles que tentam atualmente reivindicar seu legado.
O candidato proferiu essas declarações ao final de um evento de campanha em uma das vias pedonais do centro de Viseu, que culminou exatamente diante da estátua do fundador e primeiro líder do Partido Popular Democrático (PPD).
De acordo com o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, após o 25 de Abril de 1974, Portugal viveu “um período tenebroso durante o qual a revolução poderia ter tomado um rumo ditatorial”, mas “um grupo de homens impediu” essa tendência totalitária.
“Sá Carneiro foi um desses homens e esta homenagem é merecida”, afirmou o almirante, ao lado do ex-ministro socialista da Saúde, Correia de Campos.
Questionado sobre a reivindicação de diversos candidatos presidenciais adversários de representarem o legado reformista de Sá Carneiro, Gouveia e Melo respondeu: “Ninguém pode se apropriar de um legado, pois isso é impossível”.
“O doutor Sá Carneiro era uma figura excepcional, um grande democrata. Ninguém consegue anexar o nome, a pessoa, ou o que significa outro homem”, frisou.
Gouveia e Melo então expressou que se identifica com o que Francisco Sá Carneiro simboliza na história da democracia em Portugal.
“Mas não tentarei me apropriar. Ele foi um grande cidadão português. E eu admiro os homens que dedicaram suas vidas à nação, que serviram principalmente à democracia”, acrescentou.
Em entrevista a jornalistas, Henrique Gouveia e Melo afirmou que a figura de Francisco Sá Carneiro “serve de inspiração”.
“Sá Carneiro era um social-democrata, preocupado com o desenvolvimento econômico, mas também possuía uma forte preocupação social. Acredito que os sociais-democratas atuais devem se inspirar nele, pois, por vezes, esses neoliberais que nos cercam ignoram que o mercado não resolve tudo”, alertou.
Neste sentido, o almirante reiterou sua posição, defendendo que “o mercado soluciona grande parte dos problemas e impulsiona a economia, mas sem um Estado regulador, sem um Estado social que assegure a mobilidade social, a sociedade tende a se fragilizar ao longo do tempo”.
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