
O fogo que atingiu Vila Real consumiu 6.000 hectares, sendo aproximadamente 1.500 localizados no Parque Natural do Alvão (PNA), de acordo com o que afirmou hoje o presidente da câmara, que solicitou um “plano urgente de proteção” para esta zona protegida.
Alexandre Favaios declarou à agência Lusa que este incêndio deixou “marcas profundas” no município, afetando sete freguesias e 30 localidades entre os dias 02 e 13 de agosto, estendendo-se por cerca de 12 quilómetros e entrando em Mondim de Basto.
Segundo Alexandre Favaios, tratou-se de “um incêndio prolongado” e cujo “combate foi extremamente desafiador”.
Ao fim, o fogo deixou aproximadamente 6.000 hectares queimados, sendo que cerca de 1.500 hectares pertencem ao PNA.
O PNA abrange 7.220 hectares nos concelhos de Vila Real e Mondim de Basto, e devido à sua condição de área protegida, Alexandre Favaios enfatizou a necessidade de um “plano urgente de proteção”.
“Isto significa um plano que possibilite uma intervenção rápida no PNA. Falamos de terrenos montanhosos e de difícil recuperação, e com a aproximação das primeiras chuvas, é fundamental realizar a estabilização e reflorestação, seguindo os critérios técnicos que teremos que obedecer”, comentou.
A meta é tentar “recuperar, o mais rapidamente possível, parte da biodiversidade que foi comprometida”.
“Trata-se de uma área protegida. Além disso, é necessário elaborar um plano que substitua o anterior plano de ordenamento, que claramente se tornou obsoleto”, observou.
Por outro lado, o presidente acredita que é imprescindível uma “reação do Estado Central em apoio às corporações” de bombeiros.
Durante os 12 dias que durou o incêndio em Vila Real, a base de apoio logístico foi estabelecida na Cruz Branca, onde foram fornecidos alimentos e combustível para os veículos.
Alexandre Favaios sublinhou a necessidade de se encontrar um mecanismo que antecipe a disponibilização de fundos para permitir que a corporação responsável pela logística “assuma suas responsabilidades com os fornecedores”.
Quanto aos danos provocados pelo incêndio, dados provisórios indicam que três casas de segunda habitação foram afetadas, além de 20 palheiros e barracões, 800 metros de tubos d’água, 30 ferramentas agrícolas, 73 colmeias, mais de 2.000 árvores (pinheiros, carvalhos, castanheiros e várias árvores de fruto), 12 hectares de culturas de sequeiro, 295 fardos de feno, aproximadamente 100 áreas agrícolas destruídas ou danificadas e 75 agricultores impactados.
A avaliação dos prejuízos começou no dia 14 de agosto, em colaboração com as juntas, associações de caça, conselhos de baldios, a associação de agricultores e, posteriormente, com a Associação de Criadores de Maronês.
“Estamos convencidos de que estes números ainda irão aumentar”, declarou o autarca.
O município de Vila Real disponibilizará um gabinete, assim que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR-N) fornecer os formulários necessários para a elaboração das candidaturas aos apoios.
Na quinta-feira, o Governo anunciou iniciativas que incluem um apoio excepcional para compensar os agricultores afetados pelos incêndios, cobrindo despesas não documentadas, com um montante de até 10.000 euros.
Alexandre Favaios considerou que as medidas governamentais “são uma resposta adequada às situações mais emergentes”, defendendo que “é crucial que as pessoas sejam reembolsadas o mais rápido possível”.
No dia 02, o concelho teve três ignições, em São Cibrão, que se espalhou em direção a Sabrosa, depois entre Torgueda e Mondrões e, por volta das 23:45, a de Sirarelhos, que estava em fase de contenção e sofreu uma forte reativação que se prolongou até o dia 13.
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