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Fotos revelam ativistas surpreendendo e agredindo tropas do governo iraniano.

Diversas notícias que começaram a circular recentemente nas plataformas sociais, principalmente no Facebook, divulgam um vídeo que, conforme afirmam, registra
<p>Fotos revelam ativistas surpreendendo e agredindo tropas do governo iraniano.</p>

Diversas notícias que começaram a circular recentemente nas plataformas sociais, principalmente no Facebook, divulgam um vídeo que, conforme afirmam, registra um ataque de manifestantes contra as forças do regime iraniano. “Cidadãos no Irão surpreenderam e agrediram os agentes do regime”, é o que se lê nas descrições do material divulgado.

Nas filmagens, observam-se muitas pessoas nas ruas. Em um determinado momento, várias motocicletas aparecem, aparentemente pilotadas por membros das forças de segurança. Em seguida, as motocicletas param e, nesse instante, diversos indivíduos se aproximam desses agentes de maneira confrontacional. Pode-se notar várias agressões e confrontos entre as duas facções.

Desde o final de 2025, o Irão enfrenta uma onda de manifestações. Os protestos tiveram início em 28 de dezembro, quando cidadãos foram às ruas reivindicar melhorias devido às dificuldades econômicas geradas pelo aumento de preços, resultado de uma inflação que ultrapassou os 40% em dezembro, além da significativa desvalorização da moeda, que impactou o poder aquisitivo da população.

À medida que os protestos se espalharam por diversas cidades, os iranianos começaram a exigir mudanças políticas, incluindo a queda do regime dos ayatollahs, que se mantém no poder desde a revolução islâmica de 1979.

No início de janeiro, as manifestações se intensificaram, levando a uma repressão maior e à violência por parte das forças do regime. Em 8 de janeiro, organizações de iranianos no exterior relataram que cerca de 40 pessoas haviam morrido e mais de dois mil estavam detidas. Nos dias seguintes, os protestos se estenderam a 180 cidades, abrangendo desde grandes metrópoles até localidades menores, especialmente na região oeste do país.

Incapaz de controlar a situação e temendo a divulgação de imagens para o exterior, o regime bloqueou o acesso à internet. Após essa medida, a violência policial se agravou, resultando em muitos manifestantes sendo mortos à queima-roupa. As últimas atualizações indicam que a repressão já causou mais de 2.500 mortes, a maioria civis.

Mesmo com a restrição na internet, alguns iranianos conseguiram enviar vídeos dos protestos para fora do país. Contudo, as imagens que circulam nas redes sociais não documentam um ataque contra as forças do regime iraniano, mas sim confrontos entre manifestantes e a polícia na Grécia, durante um protesto em Atenas em 2021.

Esse mesmo vídeo foi publicado pelo jornal grego Documento, em um artigo que relatava os protestos em Nea Smyrni, um bairro na zona sul de Atenas, que começara um dia após um jovem ter sido agredido por policiais em uma delegacia, suspeito de desrespeitar normas de confinamento devido à pandemia de covid-19. Cerca de 5 mil pessoas se reuniram posteriormente para manifestar contra a violência policial, com aproximadamente 200 delas protagonizando atos de violência, como o arremesso de pedras e coquetéis molotov contra os policiais, além de incêndios em caçambas de lixo. Como resposta, a polícia utilizou gás lacrimogêneo e canhões de água, resultando em ferimentos.

Portanto, as imagens que estão circulando nas plataformas sociais não registram uma emboscada contra as forças do regime iraniano durante os recentes protestos no país. Elas representam, na verdade, uma manifestação ocorrida na Grécia em 2021, onde se registraram confrontos entre manifestantes e policiais.

Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:

INCORRETO

No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:

FALSO: As principais afirmações do conteúdo são factualmente incorretas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificação de fatos.

NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador em colaboração com o Facebook para verificação de fatos.


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