
Um funcionário de supermercado de 62 anos, que atua como representante sindical desde 2015, foi demitido por uma rede de supermercados em Siena, na Itália, após não ter identificado produtos ocultos durante uma avaliação disfarçada realizada por um “cliente oculto”. Este incidente gerou uma forte controvérsia e foi denunciado pelo sindicato Filcams CGIL como uma ação desmedida, motivada pela posição de representante sindical do trabalhador.
No dia 27 de outubro de 2025, o funcionário foi submetido, pela segunda vez, a uma avaliação secreta promovida pela empresa. Indivíduos contratados para se passarem por clientes esconderam pequenos itens entre caixas de cerveja em seu carrinho. Ao não identificar os produtos no momento da finalização da compra, o funcionário foi acusado de descuido e demitido de forma abrupta.
O próprio trabalhador declarou: “Estou aqui desde 2012 e sou delegado sindical desde 2015. Na primeira avaliação, meses atrás, não houve nenhum problema. Desta vez, os itens foram escondidos intencionalmente e decidiram me demitir. Desde então, estou em casa. Essa situação afetou bastante a minha família, especialmente porque minha esposa possui uma deficiência”.
O sindicato afirma que essa situação não é única, mas faz parte de uma estratégia da empresa para reduzir despesas e eliminar funcionários que gozam de direitos adquiridos. “A rede de supermercados está utilizando o método do cliente oculto sem a devida transparência e supervisão. A direção decide quem é avaliado e em que momento”, afirmou o sindicato, ressaltando que essa demissão confirma a suspeita de que é direcionada especificamente a “um trabalhador com mais experiência, que possui um contrato mais oneroso e atua como representante sindical”.
De acordo com o secretário do sindicato, não há qualquer regulamentação interna clara a respeito dessas práticas nem sobre suas consequências disciplinares. “Nos reuniremos com a direção na segunda-feira para exigir esclarecimentos e solicitar a reversão da demissão. Se não houver uma solução, não descartamos a possibilidade de ocupações nas lojas ou uma greve regional por tempo indeterminado”, alertou.
Em contato com a mídia, a direção da rede de supermercados optou por não comentar a demissão do representante sindical. A controvérsia continua a levantar questionamentos sobre os limites legais e éticos da utilização de clientes ocultos para supervisionar funcionários e a proteção de trabalhadores com funções sindicais.
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