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Igreja/Portugal: Profissionais solicitam educadores vigilantes a indicativos de agressão e aptos para combater discriminação racial

A irmã Júlia Bacelar e Eugénia Quaresma incitaram os agentes pastorais a transformar as salas de catequese em ambientes seguros
<p>Igreja/Portugal: Profissionais solicitam educadores vigilantes a «indicativos de agressão» e aptos para combater discriminação racial</p>

A irmã Júlia Bacelar e Eugénia Quaresma incitaram os agentes pastorais a transformar as salas de catequese em ambientes seguros e “laboratórios de fraternidade”

Fátima, 09 de janeiro de 2026 (Ecclesia) – A catequese é um espaço “especial” para identificar sinais de violência doméstica em crianças e para desmantelar preconceitos raciais, afirmaram hoje as especialistas convidadas pelo Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC), em Fátima.

“A catequese deve ser um lugar acolhedor, onde a criança se sente bem e segura. Quando a catequista está atenta ao que acontece, pode evitar que a violência se perpetue,” declarou a irmã Júlia Bacelar, da Congregação das Irmãs Adoradoras.

A religiosa ressaltou a importância de conectar a formação da fé à realidade vivida pelas crianças, que frequentemente enfrentam situações de abuso ou violência em casa.

“Existem muitos sinais,” comentou a irmã, que trabalha no acolhimento de vítimas, enfatizando a “ambivalência” de comportamentos que refletem o ciclo de violência doméstica.

Para a irmã Júlia Bacelar, os catequistas devem estar atentos a mudanças nos padrões de sono, irritabilidade ou marcas físicas, criando um “registro dos indícios” antes de abordar as famílias ou encaminhar para as instituições, sempre em um ambiente de “total confidencialidade e confiança.”

Por sua vez, Eugénia Quaresma, diretora da Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCOM), instou os catequistas a refletirem sobre seus próprios preconceitos diante do aumento das falas de rejeição na sociedade.

“Primeiro, é necessário ter consciência desses sentimentos internos; em seguida, deve-se trabalhar nisso, que não envolve apenas oração, embora esta seja um primeiro passo. É necessário rezar contra esses sentimentos de aversão ao outro e ao diferente, pois isso contraria o que é ensinado no Evangelho,” destacou a diretora, em declarações feitas à Agência ECCLESIA.

Eugénia Quaresma enfatizou que as salas de catequese devem atuar como construtoras de “pontes”, apoiando a inclusão de celebrações voltadas para comunidades migrantes, por exemplo.

“A proposta é que, em qualquer comunidade cristã, não haja guetos, mas sim um espaço que promova conexões,” exemplificou.

Para a diretora da OCPM, as paróquias devem servir como “laboratórios de fraternidade”, onde a acolhida do diferente combate a xenofobia através do encontro pessoal.

“É essencial compreender a origem da aversão e por que se tem esse tipo de discurso. Estou sendo influenciado por informações das redes sociais? Conheço aqueles de quem estou falando? Estou deixando que os outros decidam por mim? A orientação da Igreja está em promover o encontro: é imprescindível conhecer quem está ao meu lado para conseguir compreender,” concluiu Eugénia Quaresma.

O Secretariado Nacional da Educação Cristã organizou um encontro com responsáveis diocesanos pela catequese, no Centro Catequético de Fátima, para refletirem sobre “migrações” e “prevenção da violência” no âmbito eclesial, reunindo cerca de 45 pessoas.

LJ/OC

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