
María Corina Machado, a líder da oposição na Venezuela, declarou em Washington que sua prioridade imediata é retornar ao seu país o mais rápido possível.
“Meu desejo é voltar à Venezuela”, disse Machado a repórteres na terça-feira, enquanto se encontrava no Congresso dos EUA, onde teve diversas reuniões.
A líder opositora se encontrou com os congressistas cubano-americanos Mario Díaz-Balart e Carlos Giménez, além de membros da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes.
“A Venezuela será livre. E quando conseguirmos libertá-la, continuaremos nossos esforços para alcançar uma Cuba livre e uma Nicarágua livre”, ressaltou Machado durante uma coletiva de imprensa acompanhada por Giménez e Díaz-Balart.
A futura Prêmio Nobel da Paz de 2025 mencionou que o país vive um período histórico, após a prisão do presidente Nicolás Maduro pelas autoridades americanas.
No dia 3 de janeiro, forças americanas depuseram Maduro em uma operação na Venezuela, resultando na captura do líder chavista e de sua esposa, Cilia Flores, que foram levados para Nova Iorque, onde enfrentam acusações por tráfico de drogas.
“Não estaríamos aqui sem a dedicação, resistência, generosidade e bravura do povo venezuelano, assim como com o apoio e a visão de líderes extraordinários como o presidente dos EUA, Donald Trump, e membros do Congresso”, afirmou Machado.
Horas antes, Trump expressou interesse em incluir Corina Machado no futuro da Venezuela durante uma coletiva em Washington, coincidentemente no primeiro aniversário de seu retorno à Casa Branca.
“Estamos em conversações com ela e talvez possamos integrá-la de alguma maneira. Eu realmente gostaria de fazer isso”, declarou ele sem entrar em detalhes.
Até o momento, os Estados Unidos haviam deixado María Corina Machado de fora do processo de transição, pois acreditavam que ela não tinha o suporte interno necessário para liderar o país.
O principal democrata da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Gregory Meeks, comentou após a reunião com Machado que a opositora possui uma visão de cronograma “diferente” do presidente Trump para a transição democrática na Venezuela.
Meeks observou que, apesar de ser questionada por membros da comissão sobre o encontro com Trump ocorrido quatro dias antes na Casa Branca, Machado “evitou criticar o presidente dos Estados Unidos, mantendo suas observações [sobre Trump] para si mesma”.
“Ela teve cautela em suas palavras, pois uma crítica ao presidente pode trazer consequências”, acrescentou Meeks.
O democrata destacou a necessidade de afastar o atual governo da presidente interina, Delcy Rodríguez, para possibilitar o retorno dos milhões de venezuelanos que deixaram o país durante a presidência de Maduro.
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