A Rússia demonstrou “plena colaboração” e suporte à Venezuela diante do bloqueio imposto pelos Estados Unidos (EUA) a embarcações venezuelanas, revelou hoje o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil.
Em uma mensagem publicada na plataforma Telegram, Yván Gil compartilhou que teve uma conversa telefônica com o ministro russo, Serguei Lavrov, onde abordou o que considerou “agressões” e “infrações ao direito internacional”, referindo-se às recentes operações dos EUA no mar do Caribe.
Segundo o chefe da diplomacia venezuelana, essas operações incluem ataques a navios, supostas “execuções extrajudiciais” nas Caraíbas e ações que foram descritas como “pirataria”.
Yván Gil afirmou que Lavrov expressou “forte solidariedade” ao povo venezuelano e ao presidente Nicolás Maduro, reiterando o “total suporte” de Moscovo às “hostilidades” direcionadas ao país sul-americano.
O ministro venezuelano acrescentou que a Rússia manifestará essa posição na reunião do Conselho de Segurança da ONU programada para terça-feira.
Gil mencionou ainda que, no sábado, recebeu uma proposta de cooperação do Irã “em todas as áreas” para confrontar o que considerou “pirataria e terrorismo internacional” promovidos pelos Estados Unidos.
Conforme o governante, a conversa telefônica com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, centrou-se nos “eventos recentes no Caribe” e no “sequestro de embarcações carregadas com petróleo venezuelano”.
No domingo, os EUA realizaram uma operação para interceptar um terceiro petroleiro no mar do Caribe, próximo à costa da Venezuela, de acordo com veículos de comunicação norte-americanos, um dia após a apreensão de um navio com bandeira panamenha que, segundo Washington, transportava petróleo bruto sancionado como parte da chamada “frota fantasma” da Venezuela.
Esse é o segundo petroleiro alvo em um mesmo fim de semana e o terceiro desde que o governo do presidente Donald Trump intensificou esforços para bloquear o fluxo de petróleo da Venezuela, dentro da crescente pressão sobre a administração de Nicolás Maduro.
No dia 10 de dezembro, as autoridades americanas apreenderam o navio Skipper, que estava sob sanções, e confiscou o petróleo que estava a bordo.
Dias depois, Trump ordenou um bloqueio total à entrada e saída de petroleiros sancionados pelos EUA, acusando o presidente venezuelano de chefiar uma rede de narcotráfico.
Na sexta-feira, o presidente americano não descartou a possibilidade de um conflito armado com a Venezuela.
No mesmo dia, o líder da Casa Branca evitou comentar se a meta das operações militares americanas era a deposição do presidente venezuelano, com quem se comunicou por telefone em novembro, e “sabe melhor do que ninguém” o que Washington almeja.
Nos últimos dias, os Estados Unidos aumentaram as pressões sobre o governo de Nicolás Maduro, a quem acusam de liderar o Cartel de los Soles, uma alegação negada por Caracas, após meses de bombardeios a supostos barcos de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico.
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