
O candidato à presidência, Luis Marques Mendes, classificou hoje como um “sinal de negligência” a presença de candidaturas rejeitadas pelo Tribunal Constitucional no caderno de votos, afirmando que isso é algo que precisa ser corrigido.
“Considero que, mais do que estranho, é um sinal de negligência por parte do Estado; é absolutamente inaceitável e muito triste”, declarou ele a jornalistas em Castelo de Vide, no distrito de Portalegre, durante uma atividade de campanha.
Marques Mendes apontou que essa circunstância reflete “negligência do Estado” e que “alguém deveria prestar esclarecimentos e, principalmente, corrigir essa situação”, que ele considera “extremamente triste”.
No último domingo, a candidatura presidencial de António José Seguro criticou a presença no boletim de votos de nomes de candidatos que foram excluídos pelo TC, afirmando que isso pode “gerar confusão entre os eleitores” e está a considerar contestar esta decisão administrativa.
Sobre o próximo Conselho de Estado marcado para o dia 09 de janeiro, próximo das eleições presidenciais, Luís Marques Mendes afirmou que “não é habitual”, mas sublinhou que não questiona as razões do Presidente da República para a convocação.
“Não é normal ter essa data tão próxima das eleições, mas há muitas situações anormais a ocorrer neste momento. As notícias indicam que podemos estar próximos de uma solução para a Ucrânia, mas não tenho certeza; a informação sugere que sim e Portugal tem responsabilidades nesse contexto, tanto em termos de financiamento quanto na possível utilização de forças em tempo de paz”, comentou.
Para o candidato à presidência, diante desse contexto, o Presidente da República deve ter “considerado urgente” escutar o Conselho de Estado “antes que a situação se agrave”.
“Não tenho motivos para duvidar do critério do Presidente da República; portanto, é sinal de responsabilidade que, se for necessário convocar um Conselho de Estado, que assim seja, mesmo em período de campanha, e que os conselheiros do Estado dediquem um momento à chamada para priorizar os interesses do país acima de qualquer outra preocupação”, defendeu.
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