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PS solicita depoimentos da ministra e diversas organizações sobre posições ainda disponíveis no internato médico

Fique por dentro do nosso liveblog sobre política Na última terça-feira, o PS solicitou a convocação da ministra da Saúde
PS solicita depoimentos da ministra e diversas organizações sobre posições ainda disponíveis no internato médico

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Na última terça-feira, o PS solicitou a convocação da ministra da Saúde e de quatro instituições do setor para discutir o concurso que resultou em “469 vagas não preenchidas” no internato médico, considerando-o o “pior resultado dos últimos anos”.

De acordo com o pedido da bancada socialista, que foi entregue nesta terça-feira na Assembleia da República, além de Ana Paula Martins, o PS deseja ouvir sobre as vagas não ocupadas na formação médica a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS), a Ordem dos Médicos e o Conselho Nacional do Internato Médico (CNIM).

“O concurso para o acesso à formação especializada de 2025 resultou em 469 vagas não preenchidas no internato médico, representando o pior desempenho dos últimos anos, com impacto direto na capacidade assistencial do SNS”, aponta o PS no requerimento.

Salientando que ainda não é possível fazer uma análise precisa, devido à falta de dados desagregados por especialidade e por unidade de saúde, os deputados socialistas destacam que isto representa um “fenômeno crescente de vagas não ocupadas em especialidades fundamentais como Medicina Interna ou Medicina Geral e Familiar” e em outras áreas críticas, levantando assim “preocupações sobre a sustentabilidade da resposta assistencial”.

O PS considera “fundamental investigar as razões que justificam este aumento de vagas não ocupadas”.

De acordo com a Federação Nacional dos Médicos (FNAM), cerca de 20% das 2.331 vagas disponibilizadas para os novos médicos escolherem a especialidade não foram preenchidas, alertando para a dificuldade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em reter esses profissionais.

“Isso confirma uma tendência que já observávamos: o Serviço Nacional de Saúde está a perder capacidade de atrair e manter médicos, mesmo nesta fase inicial da escolha da especialidade, apesar do elevado número de vagas disponíveis”, declarou à Lusa a presidente da federação sindical.

Estavam em questão 2.331 vagas iniciais oferecidas para várias especialidades nas unidades do SNS, que receberão os novos médicos a partir de 01 de janeiro de 2026.

No domingo, a Ordem dos Médicos alertou que as vagas não preenchidas no concurso de internato evidenciam a “crise estrutural” nas especialidades essenciais para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Na mesma data, a ACSS considerou que a entrada de três médicos a mais no concurso de internato em relação ao ano anterior é um indicativo positivo, apesar do fato de 20% das vagas terem ficado desocupadas.

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