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O governo da Rússia reafirmou nesta segunda-feira seu compromisso em manter laços com a Venezuela, mantendo um diálogo constante após a recente operação militar dos Estados Unidos visando capturar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
“Estabelecemos relações bilaterais autônomas, temos diversos projetos que desejamos prosseguir, bem como investimentos na Venezuela”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, segundo reporta a agência TASS.
Peskov acrescentou que Caracas também se dedica a “fortalecer as relações mutuamente vantajosas com a Rússia”.
O porta-voz observou que a Rússia “mantém comunicação contínua com os dirigentes venezuelanos, diariamente, desde o início” das operações dos EUA. Sobre a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, Peskov comentou que o Kremlin “tem um bom conhecimento” dela.
No ano anterior, a Rússia revelou planos para erguer uma fábrica de munições para fuzis Kalashnikov e está estabelecendo outra instalação para produção de rifles de assalto na nação sul-americana, onde já possui outras unidades da indústria bélica.
Dmitri Peskov também demonstrou estar ciente dos recentes eventos relacionados a Cuba e das possíveis intenções dos Estados Unidos de isolá-la.
“É motivo de preocupação. Temos plena convicção de que nossos amigos cubanos estão determinados a proteger seus interesses e sua autonomia”, expressou o porta-voz russo, sublinhando que o Kremlin “valoriza intensamente” as conexões entre Moscovo e Havana.
Na semana passada, o ministro do Interior russo, Vladimir Kolokoltsev, fez uma visita a Cuba, após a morte de 32 soldados cubanos que tentaram resguardar Maduro, que foi capturado e transferido para os Estados Unidos no começo de janeiro, onde enfrentará julgamento.
Nesta segunda-feira, o embaixador russo na Venezuela, Sergei Melik-Bagdasarov, revelou que Caracas disparou dois tiros de sistemas de defesa aérea russos contra as forças americanas durante a operação de captura do presidente Nicolás Maduro, mas os disparos erraram o alvo devido à falta de preparo das tropas venezuelanas.
“Mais do que simplesmente ter uma arma, é necessário saber operá-la corretamente”, declarou Melik-Bagdasarov em entrevista ao canal Rossiya 24.
O diplomata responsabilizou as forças armadas venezuelanas pela sua “falta de treinamento adequado” para o manuseio dos sistemas de defesa aérea russos Igla, que, segundo ele, apresentaram problemas durante a operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro.
Apesar disso, Melik-Bagdasarov afirmou que a colaboração militar prossegue, não foi interrompida e que a Rússia continua a cumprir suas obrigações, assegurando que a presença dos sistemas armamentistas russos na Venezuela se manterá por décadas.
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