
A líder da Comissão Europeia alertou nesta segunda-feira que a recordação do Holocausto está a ser manipulada para “nutrir o antissemitismo”, considerando inadmissível que existam judeus na Europa a “viver com receio” e a “ocultar a sua identidade”.
Em um comunicado emitido na véspera do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, Von der Leyen enfatiza que, três gerações após o regime Nazista ter exterminado seis milhões de judeus, a lembrança do Holocausto está a ser utilizada para “dividir, relativizar atrocidades e fomentar o antissemitismo”.
“Deixemos claro: nada pode justificar a distorção, minimização ou instrumentalização de um dos períodos mais obscuros da história europeia”, defende a presidente da Comissão Europeia.
Von der Leyen menciona que, recentemente, tem-se observado “um aumento de incidentes antissemitas por toda a Europa, forçando muitos judeus a ocultar sua identidade e a viver com temor”.
“Isto é inaceitável”, afirma.
Garantiendo que a Comissão Europeia está “ao lado das comunidades judaicas europeias”, Von der Leyen afirma que a Europa “deve ser um lugar seguro para os judeus e para pessoas de todas as crenças”.
“Estamos persistindo na implementação da Estratégia da União Europeia (UE) para combater o antissemitismo e promover a vida judaica, em colaboração com os Estados-membros da UE”, destaca, acrescentando que o organismo comunitário está também “trabalhando para evitar a radicalização, assegurando a proteção dos grupos vulneráveis ‘online’ e intensificando as medidas de segurança para salvaguardar os espaços públicos e os locais de culto contra ataques”.
A presidente da Comissão Europeia ressalta que está-se aproximando do fim “da chamada era das testemunhas”, em que os últimos sobreviventes do Holocausto começam a desaparecer, e defende que, neste contexto, a responsabilidade de todos aumenta.
“Devemos descobrir novas maneiras de recordar as atrocidades, de relatar a verdade sobre o que ocorreu e de aprender com a história. Para tal, estamos conservando os locais do Holocausto, aumentando a sua visibilidade e seu conhecimento entre as gerações”, afirma.
Von der Leyen sublinha que “a memória não é garantida” e depende de todos, defendendo a necessidade de “transmitir as lições do Holocausto e construir uma Europa livre do antissemitismo e de todas as formas de ódio”.
“Esta é uma responsabilidade coletiva e um compromisso de longo prazo como europeus”, conclui.
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