
Diversas comissões de usuários organizaram para este sábado, na mesma hora, duas manifestações e uma marcha em Almada, Setúbal e Barreiro, em apoio ao Serviço Nacional de Saúde. A atividade é promovida em colaboração com a União de Sindicatos de Setúbal/CGTP IN.
“Não podemos aceitar o fechamento de serviços de emergência e especialidades nos hospitais da Península. É fundamental recrutar mais profissionais, investir e valorizar o Serviço Nacional de Saúde”, destacam as organizações em um chamado à participação das comunidades nas atividades programadas para as 10:00 deste sábado.
Na cidade de Setúbal, o encontro está agendado para perto do Hospital de S. Bernardo. Em Almada, a concentração ocorrerá na Praça Urbano Tavares Rodrigues, no Feijó, com o objetivo de exigir a imediata construção do Centro de Saúde do Feijó.
De acordo com a Comissão de Utentes da Saúde do Concelho de Almada (CUSCA), o Centro de Saúde de Santo António, localizado no Laranjeiro, atende desde 2013 duas áreas (Laranjeiro e Feijó), em instalações que não suportam a oferta de um serviço de qualidade, “uma vez que são claramente insuficientes para atender ao número de usuários das duas freguesias”.
Em nota, a comissão de utentes informa que ao construir a Unidade do Laranjeiro, houve um compromisso de também edificar um Centro de Saúde no Feijó, com a Câmara Municipal de Almada cedendo um terreno na Praça Urbano Tavares Rodrigues.
Em 2019, foi criada uma plataforma “Pela construção do Centro de Saúde no Feijó”, que contou com uma petição apresentada na Assembleia da República (AR) em 18 de junho de 2020 e, em 3 de dezembro de 2021, o parlamento publicou no Diário da República uma resolução recomendando ao Governo a sua construção em prazo adequado.
A construção do Centro de Saúde do Feijó está prevista no Plano de Recuperação e Resiliência de 2023, e, com a descentralização de competências em Saúde assumidas pelo Município em outubro de 2023, a Câmara de Almada publicou um concurso público no Diário da República de 27 de novembro de 2024.
“No entanto, apesar dessas iniciativas, o terreno permanece vazio e os prazos já foram ultrapassados!”, enfatiza a comissão de utentes, acrescentando que “é urgente que tanto o Governo quanto a Câmara Municipal de Almada adotem, com caráter prioritário, as ações pertinentes para que o Centro de Saúde do Feijó se torne efetivo, saindo do papel e das promessas políticas”.
No Barreiro, ao mesmo tempo, a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro programou uma concentração em conjunto com as comissões de utentes do Arco Ribeirinho, próximo ao Centro de Saúde da Baixa da Banheira, seguindo em desfile até o Hospital do Barreiro.
As comissões de utentes destacam que “a questão é a repetida interrupção de algumas especialidades e serviços de urgência hospitalar”.
Os usuários também contestam a centralização dos serviços de urgência obstétrica no Hospital Garcia de Orta, argumentando que isso compromete a assistência adequada às gestantes dos municípios de Sesimbra, Setúbal, Palmela, Moita, Barreiro, Montijo e Alcochete.
As entidades ainda mencionam a carência de médicos de família na área e responsabilizam o Governo por direcionar, no Orçamento do Estado, mais recursos para a saúde privada do que para a saúde pública.
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