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Celebração Anual em Louvor a Santa Beatriz da Silva Inicia na Capela do Mosteiro de Campo Maior

D. Francisco Senra Coelho deu início às festividades que se estenderão por todo o ano de 2026 Évora, 05 de
<p>Celebração Anual em Louvor a Santa Beatriz da Silva Inicia na Capela do Mosteiro de Campo Maior</p>

D. Francisco Senra Coelho deu início às festividades que se estenderão por todo o ano de 2026

Évora, 05 de janeiro de 2026 (Ecclesia) – A igreja do Mosteiro de Campo Maior, situado na Arquidiocese de Évora, foi o local que marcou o início do Ano Jubilar em homenagem a Santa Beatriz da Silva, em celebração do centenário da sua beatificação e dos 50 anos da sua canonização.

O arcebispo de Évora conduziu a cerimônia inaugural, que contou com a celebração da Eucaristia, durante a qual, em sua homilia, mencionou que, assim como os Magos, a fundadora das Monjas Concepcionistas Franciscanas também fez sua peregrinação.

“A primeira jornada de Santa Beatriz foi repleta de significado humano e social em sua época”, recordou, aos 11 anos, com destino a Castela, ressaltando “um projeto de vida, uma busca, um ideal profundamente arraigado em seu tempo, tradição e cultura”.

D. Francisco Senra Coelho também recordou a fase em que Santa Beatriz ficou reclusa em um cofre,“um momento de grande intensidade e dor” que enfrentou diante da morte, durante o qual “desceu aos níveis mais profundos para encontrar a beleza da vida”.

“Aquilo que aconteceu quando perceberam seu sumiço e forçaram a procura, ao abrirem o cofre e quando ela declara que não deseja mais servir a nenhum rei, revela tudo. Nossa Senhora a esclareceu sobre sua missão”, relembrou.

O arcebispo de Évora sublinhou que frequentemente é nos pontos mais baixos onde cada um encontra o Senhor, pois “as águas mais puras e límpidas estão nas profundezas dos aquíferos” e, por vezes, “é necessário escavar minas para acessar essas águas” que “saciariam a sede”.

D. Francisco Senra Coelho destacou a importância da “contemplação profunda para a Igreja”, afirmando que sem essa prática “ela torna-se vazia, como um sino que soa apenas a longas distâncias”.

“É fundamental adquirir conhecimento para temperar a vida dos irmãos. E Santa Beatriz da Silva percorreu esse caminho, oferecendo à Igreja o que há de mais precioso, que é a dimensão espiritual da oração, a profundidade da espiritualidade, a comunhão na comunidade e a beleza que advém de Francisco de Assis”, apontou.

Segundo o arcebispo de Évora, é necessário expressar gratidão à religiosa portuguesa, e a “Igreja fez isso, sem dúvida, quando o Papa Pio XI a proclamou bem-aventurada em 1926 e o Papa Paulo VI a canonizou em 1976”.

“Quero enfatizar a importância de refletirmos sobre a profundidade da vida de Santa Beatriz. Precisamos, nos dias atuais, desse dom. Portanto, este Ano Jubilar concedido à família Concepcionista é um presente para todos nós. Vamos aproveitá-lo ao máximo”, solicitou.

Após a bênção final, a Abadessa do Mosteiro de Campo Maior, Sóror Maria Inês da Cruz, agradeceu a presença de todos e convidou para um concerto na terça-feira, dando continuidade a um ano repleto de atividades.

No encerramento, D. Francisco Senra Coelho expressou gratidão ao presidente da Câmara de Campo Maior por sua presença, bem como a todos os vereadores e à presidência da Assembleia Municipal e da Junta de Freguesia.

“É um alívio termos todos aqui juntos. E também sou informado que a Junta de Freguesia, assim como as autoridades presentes, vem manifestar seu apoio às Irmãs, em nome da Igreja, agradeço imensamente!”, compartilhou.

Santa Beatriz da Silva nasceu em Campo Maior por volta de 1436, mudou-se para a corte de Castela em 1447 como dama de honra da infanta Isabel de Portugal, mas decidiu se afastar da corte para buscar uma vida cristã mais profunda, vivendo no convento da Ordem de São Domingos em Toledo por mais de 30 anos.

Em 1484, fundou um instituto que mais tarde ficou conhecido como Ordem da Conceição da Virgem Maria ou Concepcionistas, recebendo a primeira aprovação papal para sua comunidade monástica em 1489, através da bula ‘Inter Universa’ do Papa Inocêncio VIII.

A Ordem obteve a bula fundacional ‘Ad Statum Prosperum’ em 1511, assinada por Júlio II, após a morte de Santa Beatriz da Silva, que faleceu com a fama de santidade em 1492.

Foi canonizada no dia 3 de outubro de 1976 pelo Papa São Paulo VI na Basílica de São Pedro, em Roma, enquanto sua beatificação ocorreu em 1926 por Pio XI.

LJ/OC

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