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Verdicto Supremo de Michelangelo em serviços de conservação, com Capela Sistina de acessos abertos

Cidade do Vaticano, 04 de fevereiro de 2026 (Ecclesia) – A responsável pelos Museus do Vaticano anunciou o início de
<p>«Verdicto Supremo» de Michelangelo em serviços de conservação, com Capela Sistina de acessos abertos</p>

Cidade do Vaticano, 04 de fevereiro de 2026 (Ecclesia) – A responsável pelos Museus do Vaticano anunciou o início de uma intervenção de conservação no fresco do ‘Juízo Final’, localizado na Capela Sistina. Essa ação, classificada como “delicada”, será realizada com o acesso do público liberado.

Em entrevista ao portal ‘Vatican News’, Barbara Jatta esclareceu que os trabalhos começaram esta semana, três décadas após a relevante restauração ocorrida na década de 1990, motivados pela necessidade de higienizar a superfície pintada por Michelangelo.

“Desde 2010, implementamos um plano de conservação anual para monitorar a condição da Capela Sistina. No ano passado, especificamente, notamos que o Juízo Final necessitava de atenção especial”, declarou a diretora.

Diferente das ações de conservação costumeiras, que geralmente ocorrem no início do ano utilizando andaimes móveis, esta intervenção requer a montagem de andaimes fixos que cobrirão os 180 metros quadrados da obra, com previsão de duração de cerca de três meses.

“Iniciamos no dia 2 de fevereiro e devemos concluir provavelmente após a Páscoa. As três primeiras semanas serão dedicadas à construção dos andaimes. Em seguida, por cerca de um mês e meio, nossos restauradores trabalharão em conjunto com os cientistas do Gabinete de Pesquisa Científica (GRS) e do Escritório de Conservação, assim como os curadores e a própria direção”, detalhou Barbara Jatta.

A diretora dos Museus anunciou que a Capela Sistina “continuará sempre aberta” durante todo o processo, permitindo que os visitantes acompanhem, ainda que parcialmente, o progresso dos trabalhos.

A intervenção também proporcionará uma oportunidade para novos estudos científicos sobre esta obra-prima do Renascimento, utilizando tecnologias que não estavam disponíveis durante o último grande restauro.

“Os dispositivos e as investigações atualmente são certamente diferentes dos do passado. Sem dúvida, o trabalho que será realizado pelo Laboratório de Restauração de Pintura e Materiais de Madeira em colaboração com o GRS, o Gabinete do Conservador e o Departamento de Artes Renascentistas poderá oferecer novos insights sobre uma obra-prima que merece toda a nossa consideração”, enfatizou Barbara Jatta.

ACapela Sistina recebeu seu nome em homenagem a Sisto IV, Papa entre 1471 e 1484, que promoveu as obras de renovação da antiga Capela Magna a partir de 1477.

A Capela Sistina, inicialmente, abrigava elementos do século XV, incluindo as narrativas de Moisés e de Cristo, assim como retratos dos Papas, executados por uma equipe de artistas liderada por Pietro Perugino, Sandro Botticelli, Domenico Ghirlandaio e Cosimo Rosselli.

A ornamentação do espaço de 1100 metros quadrados foi encomendada em 1508 a Michelangelo por Júlio II, Papa entre 1503 e 1513.

Júlio II, sobrinho do Papa Sisto, decidiu alterar parcialmente a decoração do espaço, encarregando Michelangelo da pintura da abóbada e das partes superiores das paredes, criando em torno de 300 figuras: nos nove quadros centrais estão retratadas histórias do Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, desde a criação até o dilúvio.

Com dimensões equivalentes ao templo de Salomão, em Jerusalém – 40,5 metros de comprimento, 13,2 de largura e 20,7 de altura – a capela que acolheu os conclaves nos séculos passados passou a ser famosa por seus frescos de temática bíblica.

OC

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