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Colaboradores do INEM associam à apreensão de macas nos hospitais as deficiências no atendimento

A retenção de ambulâncias nos hospitais, além de não ser algo novo ou extraordinário, representa um “problema sistêmico que continua
Colaboradores do INEM associam à apreensão de macas nos hospitais as deficiências no atendimento

A retenção de ambulâncias nos hospitais, além de não ser algo novo ou extraordinário, representa um “problema sistêmico que continua a drenar recursos das ruas e a comprometer a capacidade de resposta do Sistema de Emergência Médica Integrado”, já sinalizado tanto ao parlamento quanto à ministra da Saúde.

“A Comissão de Funcionários já se Manifestou publicamente mais de uma vez sobre essa questão. O problema se mantém, e a insistência em normalizar essa situação traz consequências. A questão é clara e não admite justificativas: a ambulância e o recurso de emergência pré-hospitalar não devem ser considerados um “recurso auxiliar” para o congestionamento das urgências. Quando uma ambulância está retida, o sistema perde a capacidade de resposta imediata, resultando em chamadas em espera e tempos de resposta que se deterioram”, afirmou a comissão de funcionários do INEM.

Um homem faleceu no Seixal (Setúbal) após aguardar três horas pela chegada de socorro que deveria ter chegado em no máximo uma hora, de acordo com a prioridade estabelecida, levando à abertura de uma investigação pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS).

O presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, garantiu, nesta quarta-feira, que acionou o socorro para o paciente que faleceu no Seixal em 15 minutos, mas não havia ambulâncias disponíveis na margem Sul para atender à emergência.

Os representantes dos trabalhadores do instituto de emergência médica afirmam que tanto o INEM quanto o Ministério da Saúde devem garantir que as unidades hospitalares não sejam responsáveis pela retenção de ambulâncias, assegurando que possuem “capacidade, procedimentos e recursos próprios para acolher e transferir pacientes sem reter macas, ambulâncias e equipes”.

A falta desses recursos próprios, acrescentam, “constitui uma grave falha do sistema, com impacto direto na segurança da população.”

“E existe um limite que deve ser afirmado com clareza: os profissionais do INEM e o próprio Instituto não podem continuar sendo o bode expiatório de falhas do Serviço Nacional de Saúde que são completamente alheias ao INEM. Quando o congestionamento ocorre no circuito hospitalar, a responsabilidade recai sobre esse circuito — e precisa ser assumida, corrigida e impedida de se repetir”, defendeu a comissão de trabalhadores.

Em um comunicado relacionado ao mesmo caso, a Associação Nacional de Técnicos de Emergência Médica questionou se os recursos alocados para o socorro são adequados e se a prioridade designada “levanta dúvidas sobre a conformidade com as melhores práticas internacionais”.

A associação destacou que a falta de uma resposta imediata “comprometeu a segurança do paciente e colocou em risco a triagem e a prioridade correta de outras chamadas emergenciais, afetando a eficiência do SIEM [Sistema de Emergência Médica Integrado]”.

A situação de confusão e agitação em que o homem se encontrava após a queda deveria ter levado à ativação de uma ambulância de emergência, acompanhada de uma viatura de emergência médica (VMER), segundo a associação.

“Mesmo que, numa avaliação inicial, não fosse considerada prioridade, ao perceber a deterioração do estado clínico, deveria ter sido acionado um meio alternativo de resposta pré-hospitalar, como VMER, mota de emergência médica ou, em última instância, uma viatura de combate a incêndios, garantindo presença no local, avaliação e acompanhamento do paciente”, acrescentou a associação.

A organização pede ajustes no SIEM, cuja recente alteração foi “mal executada”, conforme argumentam, “e sem suporte informático adequado, dificultando a gestão operacional e contribuindo para falhas críticas como esta”.

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