As conversações entre o Afeganistão e o Paquistão visando um acordo de paz duradouro, após os recentes conflitos que resultaram na morte de várias pessoas, não tiveram sucesso, conforme anunciado nesta quarta-feira em Islamabad.
“Lamentavelmente, a parte afegã não ofereceu nenhuma garantia, desviou-se repetidamente do ponto principal e se engajou em um jogo de acusações, evasões e manobras”, comentou o ministro da informação do Paquistão, Attaulah Tarar, na plataforma X.
Atualização sobre o Diálogo Paquistão – Afeganistão, Istambul – Outubro de 2025
Desde que assumiu o controle em Cabul, o Paquistão tem dialogado com o regime do Talibã afegão sobre o persistente terrorismo transfronteiriço apoiado pela Índia através do Fitna al Khwarij (TTP) e por meio de proxy indianos,…
— Attaullah Tarar (@TararAttaullah) 28 de outubro de 2025
Após quatro dias de diálogos em Istambul, mediado por Qatar e Turquia, “o diálogo falhou em gerar qualquer solução prática“, lamentou.
Os conflitos na fronteira entre os dois países começaram há duas semanas, quando o Talibã, que está no poder no Afeganistão desde 2021, iniciou uma ofensiva na fronteira após explosões em Cabul atribuídas ao Paquistão.
Um cessar-fogo que foi estabelecido há cerca de dez dias, com a intermediação do Catar, interrompeu os combates, que resultaram em vítimas civis.
A fronteira entre os dois países permanece fechada há duas semanas, permitindo apenas que afegãos expulsos do Paquistão atravessem.
O Paquistão, que enfrenta um aumento de ataques contra suas forças de segurança, espera que as discussões levem o Afeganistão a não acolher em seu território “grupos terroristas” que atuam contra o Paquistão.
Cabul nega apoiar tais organizações e afirma que deseja manter a integridade do território afegão.
Um “último esforço”, conforme descrito pelo lado paquistanês, foi feito na terça-feira para tentar chegar a um acordo, “apesar da teimosia por parte dos talibãs”.
Segundo informações da mídia afegã, o Talibã declarou que as solicitações paquistanesas são “desrazoáveis e inaceitáveis“, mas afirmou que as negociações “ainda são a melhor alternativa para resolver o impasse”.
O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, alertou no último fim de semana que uma “guerra aberta” pode ocorrer se as negociações não trouxerem resultados.
“Continuaremos a adotar todas as medidas necessárias para proteger nossa população da ameaça terrorista”, afirmou hoje Attaulah Tarar, prometendo “aniquilar os terroristas, seus esconderijos, cúmplices e apoiadores”. Cabul ainda não se manifestou.
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